Desembargador que chamou guarda municipal de “analfabeto” será investigado pelo TJSP

Jorge de Sousa

Desembargador que chamou guarda municipal de "analfabeto" será investigado pelo TJSP

O desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira será investigado pelo TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) após chamar um guarda municipal de Santos, litoral sul de São Paulo, de “analfabeto”.

O guarda municipal chamou a atenção do desembargador na manhã deste domingo (19), após visualizar que o magistrado não usava máscara enquanto caminhava na orla da praia.

O desembargador foi multado e ameaçou amassar e jogar a multa no rosto do guarda municipal, antes de fato rasgar o documento e jogar no chão.

Na tarde deste domingo, o TJSP emitiu nota criticando a ação do desembargador, apontando que “não compactua com atitudes de desrespeito às leis, regramentos administrativos ou de ofensas às pessoas.

Santos apresenta 12.852 casos confirmados desde o início da pandemia da Covid-19, sendo que atualmente registra 5.292 pacientes com a doença ativa.

Confira abaixo o vídeo da discussão entre desembargador e guarda municipal:

Confira abaixo o pronunciamento do TJSP sobre a ocorrência:

Em relação ao episódio ocorrido em Santos, ontem (18), quando o desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira foi multado por um Guarda Civil Municipal por não utilizar máscara enquanto caminhava na praia, o Tribunal de Justiça de São Paulo informa que, ao tomar conhecimento, determinou imediata instauração de procedimento de apuração dos fatos; requisitou a gravação original e ouvirá, com a máxima brevidade, os guardas civis e o magistrado.

O TJSP não compactua com atitudes de desrespeito às leis, regramentos administrativos ou de ofensas às pessoas. Muito pelo contrário, notadamente em momento de grave combate à pandemia instalada, segue com rigor as orientações técnicas voltadas à preservação da saúde de todos. E para o retorno das atividades do Poder Judiciário paulista, a Presidência elaborou detalhado plano para o desempenho seguro dos serviços com, inclusive, material de comunicação alertando para os perigos de contaminação do coronavírus (Covid-19) e a necessidade de uso de máscara em toda e qualquer situação, conforme Resolução 322/20 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Decreto Estadual nº 64.959/20, Provimento do Conselho Superior da Magistratura (CSM) nº 2564/20, Comunicado Conjunto nº 581/20 e Comunicado da Presidência nº 99/20.

Previous ArticleNext Article