Dia Nacional do Doador de Sangue: doações diminuem no Paraná

Redação


De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, na Hemorrede no primeiro semestre no primeiro semestre de 2019, foram coletadas 91.492 bolsas de sangue. Enquanto nos meses de julho, agosto, setembro e outubro foram 41.135 bolsas coletadas, o que demonstra uma diminuição significativa neste segundo semestre. No Dia Nacional do Doador de Sangue, celebrado nesta segunda-feira (25), a pasta chama a atenção para importância de ajudar ao próximo.

No Paraná, o Hemepar é o órgão responsável pela coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para 385 hospitais públicos, privados e filantrópicos, além de atender 92,8% de leitos SUS no Estado.

“Dizemos que a cada doação, o doador pode viabilizar o tratamento de até quatro pessoas, pois o sangue é separado em quatro componentes diferentes e é utilizado para o paciente somente o hemocomponente que ele precisa”, explica a diretora do Hemepar, Liana Andrade Labres de Souza..

No Brasil, cerca de 3,3 milhões de pessoas são doadoras de sangue. Isso significa que 16 a cada mil pessoas doam sangue regularmente.

“É importante que a população se conscientize sobre a doação de sangue e se torne um doador regular para que os estoques de sangue tenham sempre uma margem positiva de bolsas coletadas e nunca falte para quem precisa. O processo é rápido e seguro para o doador e pode salvar milhares de vidas”, diz o coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Rodolfo Duarte Firmino.

Embora o percentual de doadores de sangue de 1,6% da população brasileira esteja dentro da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que pelo menos 1% da população seja doadora, o Ministério da Saúde trabalha constantemente para aumentar esse índice, estimulando que mais pessoas passem a ser doadores regulares, mantendo assim os estoques de sangue em níveis seguros.

É importante lembrar que não há um substituto para o sangue e a disponibilidade é essencial em diversas situações nos hospitais, como cirurgias e tratamento de pessoas com doenças crônicas, como a doença falciforme, a talassemia, e outras que, frequentemente, necessitam de transfusão sanguínea. A manutenção dos estoques de sangue em níveis seguros em todo o país depende da doação regular de sangue que ainda é feita por uma pequena parcela da população brasileira.

Até setembro de 2019, 2,4 milhões de bolsas de sangue foram coletadas no Brasil. Levando em consideração que cada bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, o quantitativo doado poderia salvar quase 10 milhões de pessoas, caso houvesse necessidade. A quantidade de bolsas de sangue coletadas no mesmo período de 2018 foi igual, 2,4 milhões. Em relação às regiões, o Sudeste foi o que realizou maior número de coletas de janeiro a setembro de 2019, com 1 milhão de bolsas de sangue, seguido pela região Nordeste (603 mil), Sul (435 mil), Centro-Oeste (211 mil) e Norte (178 mil).

Outro dado importante é com relação à frequência da doação. Dados divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que 42,9% das doações realizadas em 2017 foram de 1ª vez, 42% de repetição e 15% esporádicas. Além disso, a agência divulgou que, nas doações, há a prevalência dos tipos O+ e A+, contabilizando 43% e 30,7% das doações realizadas em 2017, respectivamente.

doação de sangue
Arte Ministério da Saúde

PARA SER DOADOR 

Estar em boas condições de saúde; ter entre 16 e 67 anos (menores de idade com autorização e presença do responsável legal); pesar no mínimo 51 quilos; estar descansado e alimentado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação); apresentar documento oficial com foto (Carteira de Identidade, Carteira do Conselho Profissional, Carteira de Trabalho, Passaporte ou Carteira Nacional de Habilitação).

Homens podem doar sangue a cada 60 dias e no período de 12 meses até quatro doações e mulheres em um intervalo de 90 dias e no período de 12 meses até três doações.

IMPEDIMENTOS TEMPORÁRIOS

Gripe ou resfriado: aguardar sete dias após a cura; diarreia: aguardar sete dias após a cura; durante a gravidez: 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana; amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses); ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação; tatuagem nos últimos 12 meses; piercing nos últimos 12 meses (piercing genital e oral 12 meses após a retirada); tratamento dentário: período varia de 1 a 7 dias; situações nas quais houve maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis (aguardar 12 meses) e outras situações a serem avaliadas.

IMPEDIMENTOS DEFINITIVOS

Hepatite viral após os 10 anos de idade; diabetes insulinodependente; epilepsia ou convulsão; hanseníase; doença renal crônica; antecedentes de neoplasias (câncer); antecedentes de acidente vascular cerebral (derrame); evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (Vírus HIV), doenças associadas ao HTLV I/II e doença de chagas.

 

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