Eike Batista e Fernando Baiano depõem em ação contra chapa Dilma/Temer

Com Agência BrasilA Corregedoria-Geral Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ouviu, nesta sexta-feira (7), depo..

Mariana Ohde - 08 de outubro de 2016, 08:30

Com Agência Brasil

A Corregedoria-Geral Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ouviu, nesta sexta-feira (7), depoimentos de ações movidas pelo PSDB que pedem a impugnação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer à presidência em 2014, por abuso de poder político e econômico.

O corregedor do TSE, ministro Herman Benjamin ouviu o empresário Eike Batista; o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano; Vítor Sarquis Hallack, da Camargo Corrêa; Rogério Nora de Sá, da Andrade Gutierrez; e Mário Frederico de Mendonça Góes, da Riomarine Óleo e Gás.

Fernando Baiano depôs por cerca de uma hora. O advogado dele, Sérgio Riera, disse que foram feitas perguntas sobre diversos assuntos, não apenas sobre doações para a campanha.

“Ele manteve todas as histórias e reafirmou o que foi dito nos termos de colaboração. Com relação às sondas, com relação a Passadena, com relação ao empréstimo da Chaing. Que teria repasses para políticos e para campanhas. Nada específico com relação a isso , ele não fazia contribuições diretamente. Foram confirmados alguns nomes de políticos”, explicou.

Apesar de não estar na lista divulgada previamente, também foi ouvido o engenheiro Luiz Carlos Martins, ligado à Camargo Corrêa. 

Gustavo Bonini Guedes, advogado de Michel Temer, disse que todos os fatos relatados são anteriores à campanha de 2014.

“Não houve doação legal ou ilegal para a eleição de 2014. Todos os depoentes, as testemunhas hoje deixaram isso claro, tudo o que houve foi em eleições anteriores, para 2014 não houve nada”, afirmou.

Flávio Caetano Crocce, que defenda Dilma Rousseff, disse que as irregularidades apontadas na Lava Jato não dizem respeito à última eleição presidencial.

“Não se pode confundir, para ficar bem claro, Lava Jato com eleição 2014. Então, o que se discute aqui é se houve ou não, na eleição de 2014, doações de origem ilegal. E não há nenhum depoimento, nenhuma prova e nenhum documento que diga isso. Até agora já foram mais de 15 testemunhas, quase dois anos de processo, e não há nenhuma prova nesse sentido”, disse.

O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró também estava na lista dos intimados para hoje, mas não compareceu. Segundo a advogada dele, Alessi Brandão, ele foi intimado no fim da tarde de quarta-feira, mas como ela já tinha uma audiência marcada anteriormente para hoje em Curitiba, foi pedido o adiamento da oitiva, o que foi atendido. Ainda não há nova data para o depoimento.