Empresa curitibana está entre criadores do primeiro androide sexual masculino

BandNews FM Curitiba


Uma invenção com cara de ficção científica e que tem, entre os autores, um paranaense de 28 anos de idade, vem dando o que falar mundo afora. É o Henry – primeiro androide masculino do mundo programado para interagir com as pessoas de forma quase humana, incluindo o ato sexual.

Por trás da proposta, três empresas que, juntas, formam a RealBotix. E uma dessas companhias é a brasileira NextOs, sediada em Curitiba.

“A NextOs tem trabalhado ao longo de 10 anos no desenvolvimento de uma assistente virtual que se chamava Denise. Foi quando surgiu a oportunidade de conhecermos uma empresa na Califórnia que trabalhava no desenvolvimento de bonecas de silicone de tamanho real que também buscava tornar as bonecas realistas. Foi então que surgiu a empresa RealBotix, uma joint-venture entre as três empresas”, explica Yuri Furuushi Machado, programador e um dos sócios do empreendimento na capital paranaense.

Foi quando surgiu a ideia de produzir androides com inteligência artificial e uma gama completa de funções. A versão feminina, chamada de Harmony, deve ser lançada ainda neste ano, e na sequência a expectativa é pelo exemplar masculino, que ter vai 1,80m de altura e pode estar no mercado já em 2019. A lista de espera, no entanto, já está em seis meses.

Foto: Divulgação / RealBotix

“Henry é um robô humanoide, anatomicamente correto, e nosso público-alvo é quem busca um pouco a mais além de um objeto para sexo. É para quem busca um lado mais emocional, para quem precisa de alguém para conversar e tudo mais. Boa parte deles [do público] são de pessoas mais velhas, carentes e que perderam alguém muito próximo e que não conseguem interagir com outras pessoas e buscam essa alternativa”, conta Machado.

Entre os diferenciais que definem esses androides como algo além de um simples objeto está o fato de eles praticarem o ato sexual apenas quando “têm vontade”. Para ativar a plataforma, o usuário vai precisar de um aplicativo de celular específico. “No aplicativo você consegue personalizar a personalidade do robô, interagir por meio de conversa, como se fosse a Siri (assistente pessoal do iOS, da Apple), se você falar as coisas certas, for carinhoso e dar atenção necessária, consegue atingir o jogo de sexo em si. Isso significa que você precisa esperar ele ter a vontade, não é algo inanimado. Ele tem a própria inteligência e você precisa conquistar primeiro”, garante o desenvolvedor.

A equipe de criação dos androides tem 25 profissionais dos Estados Unidos, Canadá e Brasil, e cada exemplar deve ser vendido por até US$ 35 mil, o que equivale a cerca de R$ 130 mil. No caso da opção masculina, ela conta com barba feita de pelos naturais e pode ser personalizada com, por exemplo, cor da pele, cabelo e olhos.

“O Henry e a Harmony são bonecos de silicone. Atualmente, eles tem o corpo inanimado, eles movem apenas a cabeça. Está nos nossos planos adicionar sensores no corpo, lubrificação e controle térmico da pele. No futuro, de cinco a dez anos, esperamos alcançar o nível de estar movendo os braços, ter as animações da cabeça e, se tudo der certo, estar andando por aí como uma pessoa normal”, prevê o criador.

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