Empresa, sindicato e advogados são alvos de operação da PF por falsos acordos trabalhistas

Narley Resende


A Policia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (14) uma operação para apurar a prática de “reclamações trabalhistas simuladas” na Vara do Trabalho de Irati, a 150 quilômetros de Curitiba, envolvendo uma empresa, um sindicato e escritórios de advocacia.

Segundo a PF, a empresa, junto com advogados que deveriam representar trabalhadores, combinavam acordos trabalhistas em que os funcionários saiam prejudicados.

Cerca de 40 policiais federais estão cumprindo oito mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pela Vara Federal de Ponta Grossa, Campos Gerais do Paraná. Os mandados são cumpridos em Curitiba.

Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram a partir da notícia pela Procuradoria Regional do Trabalho da 9ª Região em Curitiba da identificação do ajuizamento de 602 reclamações trabalhistas simuladas na Vara do Trabalho de Irati, envolvendo uma empresa de logística e um sindicato dos trabalhadores em empresas ferroviarias.

As investigações apontam para uma atuação organizada e ajustada de dois escritórios de advocacia, urn representando os trabalhadores e o sindicato, e outro a empresa de logística.

“Tramaram ardilosamente dar quitção a centenas de contratos trabalhistas de empregados diretos e terceirizados da aludida empresa, propondo reclamatórias simuladas em que foram homologados acordos com valores irrisórios, lesando centenas de trabalhadores, sendo utilizada a Justiça do Trabalho para atingir os objetivos mediante o use de documentos previamente falsificados e empregados para iludir partes e o juízo”, diz a PF em comunicado.

O nome “Avidya”, dado à investigação policial, sintetiza a condição dos envolvidos nos fatos, pois, a palavra em sanscrito, antigo dialeto da Índia, significa ignorância, falta de discernimento, ou seja, incapacidade de compreender situações, de separar o certo do errado.

Mais informações sobre a operação devem ser divulgadas ainda na manhã desta terça em entrevista coletiva na Polícia Federal em Ponta Grossa.

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