Estudantes ocupam maior escola pública do Paraná

Por Mariana Ohde e Narley ResendeO Colégio Estadual do Paraná, maior instituição do estado, foi ocupado por alunos na no..

Redação - 07 de outubro de 2016, 06:53

Por Mariana Ohde e Narley Resende

O Colégio Estadual do Paraná, maior instituição do estado, foi ocupado por alunos na noite desta quinta-feira (6) e se tornou a 30ª escola ocupada nesta semana. Os estudantes protestam contra a reforma do ensino médio, proposta pelo governo federal através da Medida Provisória 746/2016.

A ocupação começou com cem estudantes por volta das 22h e, na manhã desta sexta-feira, contava com cerca de 500 participantes, segundo a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES). Os estudantes montaram oito comissões para organizar a ocupação: segurança, saúde, alimentação, agitação, jurídica, limpeza, paz e comunicação.

O Colégio Estadual do Paraná tem 5 mil estudantes, cerca 1,3 mil no turno da manhã e 2,6 mil à tarde. Em apoio aos participantes, foram doadas 250 marmitas pelo Sinditest e pais de alunos também estão colaborando.

Posicionamento dos estudantes

Os alunos do Colégio Estadual do Paraná que participam da ocupação se manifestaram, na manhã desta sexta-feira, por meio de nota.

Confira o texto na íntegra:

Na quinta-feira, 6 de outubro de 2016, em repúdio às atuais medidas tomadas pelo governo federal, nós, estudantes, ocupamos o Colégio Estadual do Paraná.

A ocupação tem acontecido de forma pacífica. Estamos zelando pela segurança de todos e pela preservação do patrimônio, o qual nos pertence.

Todos os envolvidos participam por livre e espontânea vontade.

Durante a ocupação, ocorrerão oficinas, apresentações, palestras e outros eventos políticos-culturais.

Neste momento, buscamos a colaboração de todos os estudantes preocupados com o futuro da educação!

Reconhecemos o mérito de todos os colégios já ocupados e reforçamos nosso apoio às futuras ocupações, evidentemente que de forma organizada e consciente!

Att. Estudantes do Colégio Estadual do Paraná

”, afirma.

Porém, a proposta de debate da medida provisória sugerida pelo Governo do Estado não agradou os alunos, segundo o presidente da UPES.

“Eles estão propondo uma webconferência. Nós estamos falando da reforma do ensino médio. Como você vai discutir por webconferência? 40% dos estudantes da periferia não têm acesso à internet. Como vão participar sem acesso à internet? Isso tem que ser discutido no berço da escola, no berço da comunidade escolar, em seminários municipais, regionais, estaduais e amplamente com o povo”, critica.