Ex-chefe de fiscalização da Receita Federal é preso por corrupção

Andreza Rossini


A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (3) a Operação Esfinge, com o objetivo de desarticular uma quadrilha que praticou fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. São investigadas fraudes em contratos que movimentaram mais de R$ 6 bilhões, incluindo uma licitação da Casa da Moeda. A estimativa da polícia é que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 70 milhões.

Dois mandados de prisão preventiva são cumpridos pelos policiais: contra o auditor-fiscal e ex-chefe de Fiscalização da Receita Federal, Marcelo Fisch, e a esposa dele. O casal foi denunciado e indiciado pelos crimes de corrupção ativa e passiva. Cinco mandados de busca e apreensão, em escritórios e residências dos integrantes do grupo criminoso também são cumpridos por cerca de 30 policiais federais e doze servidores da Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda, em São Paulo e Brasília.

Um escritório de consultoria que teria recebido cerca de R$ 70 milhões de uma empresa investigada por fraude à licitação na Casa da Moeda, sem prestar os serviços contratados, além de servir de fachada para intermediar o pagamento de propina aos envolvidos no esquema, e uma licitação da Casa da Moeda, com faturamento acima de R$ 6 bilhões em seis anos, são alvos da operação.

A Operação Esfinge é um desdobramento da Operação Vícios da PF, que no ano passado cumpriu mandados de busca em 23 endereços ligados aos investigados, incluindo gabinetes do edifício sede da Receita Federal, em Brasília, e na Casa da Moeda do Brasil.

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