Ex-executivo da Odebrecht diz que não negociou propina em obras da sede da Petrobras

Cleverson Bravo - BandNews FM Curitiba, Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba e Angelo Sfair - BandNews FM Curitiba


Vão ser retomadas na quarta-feira (13) as audiências das testemunhas do processo que investiga um esquema criminoso para a construção da sede da Petrobras, em Salvador.

Na manhã do dia 13, vão ser ouvidas três pessoas, entre elas o empresário Marcelo Odebrecht e o ex-diretor da empreiteira, Rogério Santos de Araújo. Ambos foram indicados como testemunha pela acusação. As audiências de instrução do processo vão se estender, pelo menos, até a última semana de abril. Nesta sexta-feira (08), quatro pessoas foram ouvidas.

Entre elas, estava Benedicto Barbosa Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura. O delator contou que não negociou pagamentos fraudulentos nas obras da sede da Petrobras, em Salvador. “Todas as minhas tratativas com o senhor João Vaccari eram tratativas quem envolviam as doações institucionais nossas por caixa 1, caixa 2 e caixa 3, mas nenhuma delas envolvia o edifício de Salvador”, afirmou.

O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, é um dos 42 réus do processo. A Lava Jato sustenta que os contratos das obras da sede da Petrobras, em Salvador, movimentaram 68 milhões de reais em propinas. Quem também foi indicado como testemunha no processo foi o ex-gerente da estatal, Pedro Barusco.

No entanto, ele relatou que já tinha deixado a Petrobras quando o acordo foi assinado. “Essa obra não pertencia a minha área, eu não era responsável por essa obra. O contrato dessa obra foi assinado em agosto de 2011 e larguei a Petrobras em abril de de 2011”, disse.

O valor das obras da Torre Pituba teria saltado de 320 milhões para um bilhão e 300 milhões de reais. Os réus respondem pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, desvios de recursos de instituição financeira e organização criminosa.

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