Beirute: explosão no Líbano deixa ao menos 100 mortos e 4 mil feridos

Redação

Fertilizantes e bombas que estavam guardadas no porto da cidade podem ter ocasionado a tragédia em Beirute

A explosão em Beirute, no Líbano, deixou ao menos 100 mortos e 4 mil feridos segundo dados divulgados pela Cruz Vermelha nesta quarta-feira (5). Horas após a tragédia, o governo libanês divulgou a contagem de 78 mortos, porém, os dados não foram atualizados hoje.

De acordo com o presidente Michel Aoun, aproximadamente 2.750 toneladas de nitrato de amônio foram armazenadas por seis anos no porto da cidade, sem as medidas de seguranças necessárias. O fertilizante e bombas podem ter ocasionado a tragédia em Beirute.

EXPLOSÃO EM BEIRUTE SE EQUIPAROU A TERREMOTO DE MAGNITUDE 3.3

Diversos relatos mostram que janelas de vidro foram quebradas com o impacto do vento após a explosão. Além disso, carros foram virados e paredes foram destruídas. Para serem atendidas, as pessoas precisam passar em meio aos escombros. Os efeitos da ocorrência foram ouvidos até Lanarca, cidade no Chipre que fica a 200 quilômetros da capital libanesa.

Também foi constatado que aconteceram duas explosões. O episódio aconteceu na região portuária de Beirute, que é considerada como uma espécie de coração da cidade. É especulado que o local da catástrofe seria uma fábrica de fogos de artificio.

Nesta quarta-feira, horas depois da tragédia no Beirute, uma fumaça ainda saía do porto da cidade. Especialistas afirmaram que a potência da explosão se equiparou a um terremoto de magnitude 3.3.

O presidente da Cruz Vermelha afirmou que os números de mortos e feridos podem subir no decorrer do dia. “Ainda estamos verificando a área. Podem existir mais vítimas”, disse George Kettani. Como a explosão ocasionou uma superlotação dos hospitais, o presidente do Líbano anunciou que o governo vai disponibilizar US$ 66 milhões em fundos de emergência.

Além da pandemia de covid-19, o Líbano também vive um período de colapso econômico. Em 2016, o Estado Islâmico foi responsável por atentados em reação ao Hezbollah. A organização xiita e Israel já se manifestaram que não têm relação com as explosões registradas em Beirute.

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