Filhote de gato-maracajá nasce em refúgio do Paraná: espécie é ameaçada de extinção

Redação

Filhote de gato-maracajá nasce em refúgio do Paraná: espécie é ameaçada de extinção

Um filhote de gato-maracajá (Leopardus wiedii) nasceu na noite de Natal no Refúgio Biológico Bela Vista, em Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná. Nesta segunda-feira (11), o felino passou pelos primeiros exames clínicos: ele é do sexo masculino e pesa 140 gramas.

O nascimento foi comemorado pela equipe técnica de Itaipu, que mantém o espaço, já que 34 gatos-maracajás nasceram no refúgio em 36 anos. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a espécia é classificada como ameaçada de extinção.

Atualmente, 12 animais fazem parte do grupo. Entre eles, os pais do mais novo membro, que vivem no refúgio do Paraná desde o nascimento. Agora, eles têm 12 anos, idade que é considerada avançada. A gestação durou pouco mais de 80 dias.

“Não há muitos animais desta espécie em cativeiro. É um animal que precisa se reproduzir mais para que possamos avançar”, explicou o médico veterinário Pedro Teles, da Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD) da Itaipu.

O gato-maracajá foi microchipado para ter uma identificação e vai ficar com a mãe por cerca de seis meses, em recinto do zoológico, e poderá ser visto pelos visitantes neste período. Depois, o felino deverá integrar um programa de reprodução em cativeiro, no próprio refúgio ou em outro zoológico.

Filhote de gato-maracajá nasce em refúgio do Paraná: espécie é ameaçada de extinção
Filhote de gato-maracajá nasce em refúgio do Paraná (Sara Cheida/Itaipu Binacional)

ESPÉCIE “GATO-MARACAJÁ” É TÍPICA DA MATA ATLÂNTICA 

O gato-maracajá é um animal silvestre, encontrado especialmente na Mata Atlântica do Brasil. Quando adulto, o felino pode chegar a quase um metro de comprimento e cerca de cinco quilos.

Devido à coloração dourada com pintas e rosetas pretas, a espécie é bastante confundida com a jaguatirica. No entanto, é menor em tamanho, mas possui cauda, patas, olhos e orelhas maiores proporcionalmente.

Seus hábitos são estritamente noturnos e suas características favorecem bastante seu hábito arborícola (passa a maior parte do tempo em galhos altos). Por isso, o gato-maracajá prefere matas densas para viver.

EXTINÇÃO DO MARACAJÁ

As principais ameaças para a extinção do maracajá são a perda de habitat, atropelamentos e a caça por retaliação devido à predação de aves domésticas. Segundo estimativas, existem entre 4,7 mil e 20 mil indivíduos na natureza no Brasil.

Em 15 anos, o equivalente a três gerações, a expectativa é que haja uma redução de 10% no número da espécie.

Ainda de acordo com o médico veterinário da Itaipu, há poucos estudos sobre esse felino, mas historicamente o Refúgio Biológico Bela Vista é considerado referência para a melhor compreensão da fisiologia e reprodução da espécie, pela quantidade de animais em seu plantel e por mais de três décadas de conservação da espécie.

Filhote de gato-maracajá nasce em refúgio do Paraná: espécie é ameaçada de extinção
(Sara Cheida/Itaipu Binacional)

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