Fora Temer em Curitiba é marcado por vandalismo

Na manhã do dia seguinte ao protesto "Fora Temer" em Curitiba, empresas, entidades, órgãos públicos e de imprensa ainda ..

Narley Resende - 02 de setembro de 2016, 09:22

Na manhã do dia seguinte ao protesto "Fora Temer" em Curitiba, empresas, entidades, órgãos públicos e de imprensa ainda calculam os estragos e prejuízos. O protesto formado por maioria pacífica foi manchado por um grupo que depredou diversos pontos da região central.

Durante o trajeto de manifestantes, na noite dessa quinta-feira (1º), quatro prédios foram depredados, dois ônibus, duas estações-tubo e um carro de reportagem foram pichados. Os manifestantes realizaram o segundo protesto consecutivo em Curitiba. A manifestação de quarta (31), dia do impeachment de Dilma Rousseff, não houve vandalismo. Os dois atos reuniram entre 3 mil e 5 mil pessoas, segundo organizadores. A Polícia Militar contou 400 manifestantes reunidos e 800 ao longo da noite.

Na noite dessa quinta, os participantes do ato percorreram as principais ruas da região central da capital paranaense. O carro de uma emissora de TV local (RPCTV - afiliada Rede Globo no Paraná) e o prédio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) foram pichados pelos manifestantes e algumas vidraças foram quebradas.

Um grupo entre os manifestantes pichou também estações-tubo (pontos de ônibus) e trecho de asfalto. Em alguns cruzamentos do Centro de Curitiba, os militantes também atearam fogo em pilhas de lixo. Alguns manifestantes usavam máscaras para não serem identificados. O designer Nino Guetten, que participou da passeata, conta que um grupo apareceu preparado para depredar pontos do trajeto.

"Quando a manifestação passava ao lado do CEP (Colégio Estadual do Paraná), pela rua dos fundos (Ivo Leão) eu vi um grupo de uns 10 homens descendo de longe a rua correndo, todos de capuz e máscara. Com certeza não estavam no grupo. Quando isso aconteceu eu saí avisando todos em volta. Cerca de 5 minutos depois foi solto o primeiro rojão ali. Esses mesmos indivíduos saíram batendo nos carros e motos na rua lateral. Foram os mesmos que soltaram os outros. E que trouxeram o lixo pra queimar na Marechal (Avenida central)", conta.

O prédio do Jornal Gazeta do Povo, na Praça Carlos Gomes, também teve vidraças quebradas. Três pessoas chegaram a escalar a fachada do palacete e entrar na sacada do prédio. A Guarda Municipal orientou que os casos de pichação devem denunciados pelo telefone 153, da Prefeitura de Curitiba. A Polícia Militar informou que foi acionada em alguns casos, mas quando chegava os responsáveis já não estavam no local. Ninguém foi preso e não houve confronto entre policiais e manifestantes.

Na quarta, depois da aprovação do impeachment pelo menos 5 mil pessoas também se reuniram em Curitiba, segundo os organizadores do movimento CWB Contra Temer. Pela estimativa da PM apenas 500 pessoas participaram do ato. A maioria dos manifestantes era formada por jovens e estudantes. Na ocasião, um grupo também queimou lixo em alguns pontos e pichou o asfalto, mas não houve depredação ao patrimônio alheio.