Frigoríficos rebatem acusações do Ministério da Agricultura

Narley Resende


Com Ana Krüger, CBN Curitiba

Após a divulgação do balanço da operação Carne Fraca nesta quinta-feira (06), frigoríficos, envolvidos nas investigações, rebateram as acusações do Ministério da Agricultura.

O caso mais delicado envolve a empresa Transmeat, de Balsa Nova, na Grande Curitiba. A organização é detentora da marca Novilho Nobre. Em sete amostras de hambúrgueres da marca coletadas na operação foi encontrado salmonela.

Essa linha de produção da empresa foi fechada e os lotes do produto recolhidos. Os hambúrgueres serão obrigatoriamente descartados e destruídos, sob supervisão de técnicos do Ministério da Agricultura.

A Transmeat esclareceu que as próprias normas de inspeção federal estabelecem que, em produtos que contêm carne suína, há a possibilidade da presença de salmonela. A presença da bactéria, segundo o próprio ministério da agricultura, não oferece risco a saúde do consumidor. O produto deve ser comido cru.

A empresa encomendou análises em diferentes laboratórios credenciados ao Ministério da Agricultura para checar se o produto é adequado para consumo.

Outras empresas do Paraná se pronunciaram após o ministério da agricultura retirar o cadastro no SIF, o serviço de inspeção federal.

Estão nesta situação as empresas Peccin, de Curitiba, e a Central Carnes, de Colombo, na grande Curitiba.

A defesa da Peccin Industrial Ltda afirmou, em nota, que essa medida (de cancelar a inscrição no SIF da empresa) é mais um dos exageros descabidos que marcam essa operação policial.

A empresa Central de Carnes esclareceu que,o pedido de cancelamento do SIF foi feito pela própria empresa no dia 30 de março. Tal baixa foi solicitada pelo fato da empresa não concordar com decisões tomadas pelo ministério. A Central Carnes afirmou que as decisões da pasta colocaram a empresa em situação complicadíssima no âmbito financeiro, forçando inclusive uma demissão em massa.

Outra fraude apontada pelo Ministério foi excesso de água no frango da BRF processado em Mineiros, Goiás, que está interditado desde o início da operação, e pela Frango DM.

A BRF informou que alguns dos resultados de testes que medem o teor de água no descongelamento de carcaças de frango, realizadas pelo Ministério da Agricultura em frangos congelados produzidos em seis datas diferentes na unidade de Mineiros foram divergentes dos resultados dos controles realizados dentro da unidade produtora. A empresa afirma que existem variáveis que podem interferir nos resultados dos testes de frangos congelados coletados.

Edição: Narley Resende

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