Governadores pedem carência de dívidas

Narley Resende


O governador Beto Richa (PSDB) assumiu ontem a presidência do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul), em um evento marcado pelo pedido de alívio das dívidas do Estados junto à União.

Richa defendeu uma proposta já apresentada na semana passada em uma reunião de secretários estaduais da Fazenda. O texto agora está em análise dos governadores.

Os Estados pedem que, pelo prazo de dois anos, a União abra mão de todas as parcelas previstas. Em troca, eles adotariam medidas de austeridade — como limitar o aumento dos gastos com pessoal ao mesmo índice da inflação e limitar a elevação das despesas correntes. “Grande parte dos Estados e municípios hoje sofre pe-la irresponsabilidade do go-verno federal, que levou o país à maior crise econômica dos últimos tempos.

Nada mais justo que o governo federal arcar com parte das consequências e assumir a carência total, por dois anos, da dívida dos estados junto à União”, justificou Richa.

O governador do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori (PMDB) também defendeu um novo pacto federativo, e Raimundo Colombo (PSD), de Santa Catarina, reforçou o pedido de perdão das dívidas.

Além da carência, os Estados ainda defendem a correção da dívida pelo IPCA mais 4% ao ano, que já está prevista em um decreto. As ideias serão discutidas entre os governadores e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em uma reunião na próxima semana em Brasília.

Exportações

Ontem, o governador catarinense ainda alertou para perdas com a Parceria Transpacífico, acordo de livre-comércio estabelecido entre 12 países que deixou o Brasil de fora.

“O tratado nos preocupa porque atinge profundamente o agro-negócio, principalmente na área de carnes. Se o Brasil não reagir será muito prejudicado por causa das tarifas que vão inviabilizar a nossa exportação”, disse, citando acordos de venda de frango com o Japão que podem ser perdidos.

(Thiago Machado, Metro Jornal Curitiba)

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