Greve geral afeta ônibus, aeroporto e serviços nesta sexta-feira

Mariana Ohde


Uma paralisação nacional afeta várias categorias nesta sexta-feira (28) e deve prejudicar diversos serviços. A greve geral é um protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência, que estão atualmente tramitando no Congresso, entre outras demandas.

Em Curitiba, trabalhadores do transporte coletivo decidiram aderir à paralisação e, com isso, a sexta-feira começa sem ônibus nas ruas. A Urbs não deve cadastrar veículos particulares para o transporte de passageiros.

Os ônibus não circulam nesta manhã apesar de a Justiça do Trabalho ter acolhido parcialmente, ontem (27), o pedido do sindicato que representa as empresas (Setransp) de frota mínima nos porcentuais de 50% no horário de pico e 40% nos demais horários. A multa (diária) é de R$ 100 mil no caso de descumprimento. A Ubrs havia anunciado ontem que pediria na Justiça a circulação de frota mínima de 80% nos horários de pico (entre 5h e 9h e das 17h às 20h) e de 70% nos demais horários. Ainda não há decisão judicial para o pedido.

Hoje, também cruzam os braços os servidores municipais de Curitiba – os cinco sindicatos que representam os servidores já haviam decidido, em assembleia conjunta na segunda-feira (24), entrar na greve geral -, professores da rede pública e particular, servidores de universidades públicas e particulares, funcionários da Copel e Sanepar, Guarda Municipal, Justiça Federal e do Trabalho, limpeza pública, bancários e vigilantes, policiais civis, metalúrgicos, ônibus rodoviários e aeroporto.

Foto: Narley Resende
Foto: Narley Resende

Manifestação

Em Curitiba, os trabalhadores em greve marcaram mobilização com concentração às 9h na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico. O ato também carregará o simbolismo do 1º de maio, que foi adiantado, em uma decisão conjunta das principais Centrais Sindicais no Paraná. Outros atos devem ser realizados em diversos pontos da cidade.

A Polícia Militar (PM) preparou um esquema de segurança para acompanhar as manifestações. A PM afirma que respeita o direito de manifestação e atos de qualquer natureza, desde que não ultrapassem os limites da ordem e da segurança pública. As manifestações serão também acompanhadas pelo grupamento aéreo da PM. O Batalhão de Polícia de Trânsito também estará nas ruas para acompanhar a movimentação e promover bloqueios necessários e fiscalização.

Segundo balanço da PM, cerca de 5 mil pessoas estavam reunidas no local até o fim da manhã. Os manifestantes renomearam a praça simbolicamente. Outros atos devem acontecer ao longo do dia.

Protestos nas ruas

A sexta também é marcada por ruas, avenidas e rodovias fechadas em Curitiba e região. Metalúrgicos da Renault fecharam a BR-277 na região da fábrica. As pistas foram bloqueadas por pneus. Metalúrgicos da Volvo e New Holland também protestam. Cerca de 200 manifestantes também se reúnem em frente à refinaria da Petrobras em Araucária. A manifestação afetou o trânsito na BR-476.

Manifestantes na BR-277. Foto: PRF
Manifestantes na BR-277. Foto: PRF

Escolas

Funcionários da Universidade Federal do Paraná (UFPR), representados pelo Sinditest-PR, também cruzam os braços, assim como os do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Também na Educação, a rede municipal e estadual de escolas participam da paralisação. Os professores municipais também aprovaram o início de mais uma greve no dia 15 de maio – desta vez especificamente contra o pacote de ajuste fiscal da prefeitura, que tramita na Câmara Municipal. De acordo com o sindicato da categoria, se os vereadores anteciparem o calendário, a greve específica será antecipada. A prefeitura de Curitiba informou que as escolas municipais devem abrir e os pais devem levar os filhos. Professores da rede particular de escolas e universidades também anunciaram a adesão à greve geral. Com isso, muitos profissionais não devem trabalhar nesta sexta-feira e algumas escolas dispensaram os alunos.

A Secretaria Municipal da Educação informa que 113 das 391 unidades municipais fazem atendimento normal, na manhã desta sexta-feira (28). São 69 centros municipais de educação infantil (CMEI) e 44 escolas. Outras 111 unidades escolares fazem atendimento parcial e 167 não funcionam, totalizando 278 com atendimento parcial ou total, sendo 137 CMEIs e 141 escolas. Do total, 43% das unidades têm adesão total e 28% com adesão parcial à paralisação nacional. Outras 29% não aderiram ao movimento.

Outras categorias paralisadas

Além do transporte coletivo, também cruzam os braços hoje os funcionários da Copel e Sanepar. Com isso, os serviços de manutenção, tratamento de água e esgoto, leitura de hidrômetros, entre outros, podem ser afetados.

Os servidores municipais de Curitiba também cruzam os braços, afetando serviços de saúde como as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que devem ter um atendimento mais lento. Segundo a prefeitura de Curitiba, as consultas marcadas para hoje serão mantidas, mas os curitibanos devem ter paciência. Servidores da Saúde do Paraná também confirmaram participação na paralisação, com isso, as unidades estaduais, como o Hospital do Trabalhador, também devem ter atendimento lento. Os trabalhadores da Saúde devem manter 30% dos profissionais trabalhando.

Funcionários do Hospital de Clínicas e Maternidade Victor Ferreira do Amaral também paralisam as atividades. O Hospital de Clínicas deve manter a agenda. Curitiba inda deve ficar sem coleta de lixo e outros serviços realizados pelos trabalhadores representados pelo Siemaco, que devem manter a paralisação até 7h de sábado, quando termina o turno. As delegacias vão atender apenas emergências com a paralisação da Polícia Civil. Os bancos também devem ter o atendimento prejudicado com a paralisação de bancários e vigilantes e os Correios entram em greve por tempo indeterminado contra a privatização e possíveis demissões, entre outras demandas.

Os frentistas devem participar dos atos e voltar ao serviço após o almoço, a greve é parcial. Segundo o Sinpospetro, dos 400 postos de combustíveis, apenas 90 permaneciam fechados na capital.

Aeroporto

Para os motoristas que precisaram ir ao Aeroporto Afonso Pena também enfrentaram transtornos: a Avenida das Torres foi bloqueada, de acordo com informações da Guarda Municipal de São José dos Pinhais, nos dois sentidos. Segundo a Infraero, o aeroporto ficou fechado para pousos e decolagens até 8h40 por causa das condições climáticas. Neste momento, o aeroporto opera normalmente.

Os aeroportuários, funcionários das empresas aéreas responsáveis pelo check-in, despachantes de voos, auxiliares de serviços gerais, entre outros, também estão entre as categorias que sinalizaram a paralisação das atividades hoje. Algumas empresas aéreas vão trocar as passagens sem custo. Passageiros devem contactá-las diretamente.

Categorias que devem aderir à greve

  • Asseio Cavo
  • Repar Petroleiros
  • Metalúrgicos RMC
  • Motoristas e cobradores
  • Bancários
  • Vigilantes
  • Postos combustíveis do centro Curitiba e principais bairros
  • Marmoreiros
  • Servidores Campo Largo
  • Professores estaduais
  • Professores Campo Largo
  • Professores municipais CTBA
  • Saneamento Sanepar
  • Alimentação PNGA
  • Metalúrgicos PNGA, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Irati, Pato Branco
  • Professores e técnicos Universidades Federais
  • Hospital de Clínicas (Sinditest / Andes)
  • Trabalhadores Saúde Estadual (Sindsaúde)
  • Servidores municipais e professores Araucária
  • Servidores Municipais São José dos Pinhais
  • Correios
  • Servidores municipais CTBA
  • Professores CTBA / Rede Municipal
  • Professores escolas particulares (Sinpropar)
  • Professores ensino superior rede particular (Sinpes)
  • Comerciários região central CTBA e SJP
  • Indústrias Têxteis
  • Indústrias Alimentação Bebidas
  • Servidores de Almirante Tamandaré
  • Servidores Incra
  • Professores e funcionários universidades estadias
  • Servidores do Incra

Manifestações em outras cidades

  • Confira os locais de mobilização da greve geral em outras cidades paranaenses:
  • Arapongas | Igreja Matriz| 7h
  • Apucarana | Praça da Catedral | 9h
  • Campo Largo | Praça do Museu | 8h.
  • Cascavel | Calçadão da Avenida Brasil, em frente à Catedral | 10h.
  • Cianorte | Santuário Eucarístico Nossa Senhora de Fátima | 7h30.
  • Foz do Iguaçu | Bosque Guarani | 8h
  • Guarapuava| Praça 09 de dezembro| 8h
  • Irati | INSS | 9h
  • Jacarezinho | Praça Ruy Barbosa | 10h30.
  • Londrina | Terminal Central Urbano, na Av. Leste-Oeste | 10h
  • Maringá | INSS, na Zona 01 | 9h
  • Paranavaí | Prefeitura | 10h.
  • Ponta Grossa | Praça Barão de Guaraúna | 9h
  • Sarandi | Praça Ipiranga | 8h
  • São João do Triunfo | Trevo de entrada da cidade |8h
  • Toledo | Terminal Urbano | 8h.
  • Umuarama| Praça Santos Dummont |8h

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Repórter no Paraná Portal
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