Média salarial dos homens é 44,9% maior que das mulheres, diz estudo

Redação e Assessoria


Em todos os estados do Brasil, a média salarial dos homens é maior do que a das mulheres. Essa é a conclusão do estudo elaborado pela área de Inteligência da plataforma Quero Bolsa, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) sobre profissões e salários.

Em 2018, segundo o mais recente dado do Caged, a renda média mensal dos trabalhadores contratados para funções com exigência de nível superior foi de R$ 3.756,84 para homens e R$ 2.592,65 para mulheres. Uma diferença de 44,9% a favor dos homens.

Quando analisada a média salarial entre os gêneros de trabalhadores com até ensino médio completo, a diferença foi de 10,89%, com homens ganhando R$ 1.570,89 e mulheres com R$ 1.416,60 por mês.

No Paraná, a profissão com maior diferença salarial favorável aos homens foi Engenheiro Agrônomo. O salário médio pago aos profissionais do sexo masculino foi de R$ 6.209,81, enquanto as mulheres na mesma função receberam  R$ 4.307,79, diferença de 44,15%. Já Economista Industrial, com salário médio de R$ 5.174,80 para mulheres e R$ 4.058,00 para homens, apresentou diferença de 27,52% favorável às mulheres.

As diferenças mais significativas foram registradas no Maranhão (33,3%), Sergipe (29,99%) e Bahia (29,37%), enquanto Roraima (4,74%), São Paulo (6,69%) e Pernambuco (11,45%) são os estados onde homens e mulheres têm os salários mais próximos entre si.

Além disso, ingressar na faculdade, sem dúvida, ajuda homens e mulheres a aumentarem seus ganhos. Na prática, mais anos de estudo aumentou 139,15% a renda dos homens e 83,02% a das mulheres.

Diferença salarial entre gêneros, dos trabalhadores com nível superior. Fonte: Quero Bolsa, com dados do Caged 2018

O estudo

Os salários médios pagos a homens e mulheres e as respectivas diferenças percentuais entre eles podem ser consultados diretamente na plataforma Quero Bolsa, no Guia de Profissões e Salários. A nova funcionalidade do site foi desenvolvida para ajudar na tomada de decisão de estudantes de acordo com a média salarial da profissão que pretendem seguir organizada por estado, mas também se revelou uma importante fonte de informação para o público em geral.

Ao todo foram avaliados os salários médios pagos a homens e mulheres em 600 ocupações com contratações no País ao longo de 2018, segundo o Caged. Destas, apenas 90 apresentaram diferença superior a 5% favorável às mulheres. As ocupações onde mulheres ganham mais do que homens se concentram nas áreas de educação e saúde. Já os salários oferecidos aos homens foram pelo menos 5% maiores em 357 ocupações. Outras 153 profissões tiveram diferenças salariais inferiores a 5%, o que pode ser considerada igualdade salarial.

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