Imigrantes de Guiné aguardam destino na Polícia Federal em Paranaguá

Oswaldo Eustáquio, de ParanaguáTrês clandestinos de Guiné que estavam no navio Electra, de bandeira Liberiana, no Porto ..

Narley Resende - 14 de novembro de 2016, 09:34

Oswaldo Eustáquio, de Paranaguá

Três clandestinos de Guiné que estavam no navio Electra, de bandeira Liberiana, no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, estão sob custódia da Polícia Federal.

O navio chegou à costa brasileira na segunda-feira (7), de acordo com a Capitania dos Portos de Paranaguá, mas os clandestinos desembarcaram em Paranaguá apenas nesta quinta-feira (10).

Já em território brasileiro, eles chegaram a ficar em cárcere privado dentro do navio, de acordo com fontes ligadas a área portuária. Há suspeita de que quando saíram de Guiné eram quatro clandestinos, um deles teria sumido na viagem.

Antes de chegar a Paranaguá, o navio passou pela Alemanha e Guiné, onde provavelmente os clandestinos embarcaram.

A Capitania dos Portos abriu inquérito para apurar se existe falta de segurança no navio Electra que facilitaria entrada de clandestinos.

O navio está fundeado ao largo do Porto de Paranaguá e vai carregar açúcar pela operadora Marítima Cargil e não poderá deixar o país até a resolução desta questão.

Prejuízo

Com a espera por definição, a administração do navio deve arcar com os custos da estadia. O prejuízo de um navio parado por dia gira em torno de R$ 30 mil, levando em conta o valor da demurrage, uma espécie de taxa sobre o período ocioso em que a embarcação fica ao largo do Porto e também dos custos com tripulantes.