Sobe para 11 número de mortos no incêndio em hospital no Rio

Folhapress


Um incêndio de grandes proporções atingiu o hospital Badim, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, e fez pacientes serem retirados às pressas no início da noite desta quinta (12). O prefeito da cidade, Marcelo Crivella, confirmou 11 mortes. Ainda não se sabe se são pacientes ou funcionários.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 17h50 e enviou no total 12 viaturas e agentes de quatro quartéis ao edifício, que foi tomado por uma fumaça preta e espessa, como mostram imagens gravadas por quem passava pela região.

Por volta das 20h30, os bombeiros informaram que o foco do fogo não era mais visualizado, mas eles ainda trabalhavam na evacuação do edifício. Pessoas internadas nos centros de terapia intensiva (CTI), muitas delas idosas e em estado grave, foram retiradas ainda nas macas. Com colchões e lençóis, funcionários improvisaram leitos em ruas próximas, que foram bloqueadas.

“Todos os pacientes do CTI 1 já foram retirados e estão recebendo os primeiros atendimentos na rua Arthur Menezes. Nesse momento, os pacientes do CTI 2, que tem 20 leitos, também estão sendo retirados”, afirmou a direção da unidade por volta das 20h nas redes sociais.

Eles estão sendo levados para hospitais públicos e privados da região. “Toda a direção do hospital Badim está empenhada em prestar os devidos socorros necessários aos pacientes, que estão sendo transferidos para o hospital Israelita Albert Sabin e para os hospitais da Rede D’Or, do qual o Badim é associado”, informou a direção.

A Secretaria de Estado de Saúde disse que enviou 15 ambulâncias para auxiliar nessa retirada, dos hospitais Getúlio Vargas, Carlos Chagas, Adão Pereira Nunes e de UPAs– e que disponibilizou leitos em unidades do estado. Antes de ser transferida, parte dos pacientes foi estabilizada no Iaserj (Instituto de Assistência dos Servidores do RJ), que fica a poucos metros.

Segundo a direção do hospital, ao que tudo indica, o incêndio foi provocado por um curto-circuito em um gerador no subsolo do prédio mais antigo do ​Badim, que tem dois edifícios, um inaugurado em 2000 e o outro, em 2018.

O complexo tem no total 128 leitos de internação e mais de 60 médicos, mas ainda não se sabe quantas pessoas estavam no local do incêndio. O prédio novo conta ainda com emergência, centro cirúrgico, centro de diagnóstico por imagem e “day clinic” (internação breve).

Do lado de fora do hospital Badim, atingido por um incêndio nesta tarde, o advogado Carlos Oterelo diz que acompanhava a mãe, Berta de Souza, 93, internada para se tratar de uma pneumonia, quando sentiu o cheiro de fumaça.

Com a confirmação do fogo, ele relata que tentou resgatar a mãe com os próprios braços, mas não conseguiu. “A maca é pesada, não tinha mobilidade para fazer isso e não tinha gente, estava sem luz. Então ficou muito difícil. Os bombeiros mandaram as pessoas sem enfermidade saírem. Porque senão o problema seria muito maior”, disse à reportagem do UOL.

“Eu tirei minha mãe do box onde ela estava e, quando chegou na escada cortafogo, tinham muitas pessoas correndo. Funcionários, pacientes que não estavam com dificuldades de se locomover estavam sendo ajudados a descer.”

Agora, ele, assim como outras dezenas de familiares de pacientes que estavam internados, cobra informações sobre o estado de saúde e a localização da mãe. “O Badim disse que iria fazer uma lista para onde os pacientes foram e que iriam colocar na mídia”, afirma

 

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