Itamaraty diz que 80 brasileiros deixaram a Ucrânia; ao menos 100 ainda tentam sair

Sem possibilidade de resgate por falta de condições de segurança, a ação implementada visa a evacuação segura e ordenada dos brasileiros

Folhapress - 27 de fevereiro de 2022, 20:32

Foto: Divulgação/Ministério do Interior e Administração da Polônia
Foto: Divulgação/Ministério do Interior e Administração da Polônia

O Itamaraty informou neste domingo (27) que auxiliou cerca de 80 brasileiros na saída da Ucrânia para países fronteiriços como a Polônia e a Romênia.

Segundo as informações da pasta, os registros da Embaixada em Kiev indicam que cerca de 100 brasileiros ainda estão em solo ucraniano. O governo estima em 500 pessoas a comunidade brasileira na Ucrânia antes do início da guerra.

Em nota, o Itamaraty afirma que o Plano de Contingência prevê a possibilidade de resgate quando as condições de segurança permitirem e que neste momento a ação implementada visa a evacuação segura e ordenada dos brasileiros.

"O GT - Brasileiros na Ucrânia e a Embaixada em Kiev seguem buscando localizar e contatar brasileiros ainda na Ucrânia, com o apoio da Embaixada em Varsóvia, com vistas a verificar a situação pessoal de todos, condições de segurança nos locais onde estão abrigados e possibilidade de eventual evacuação", diz a nota.

A pasta afirma que há funcionários da embaixada em Chernivtsi, localidade próxima à fronteira com a Romênia, e um diplomata também se deslocou para a região com o objetivo de auxiliar na saída dos brasileiros.

O Itamaraty também diz ter estabelecido um posto avançado na fronteira com a Moldávia, região entre a capital ucraniana e a Romênia, para recepcionar os brasileiros.

Na Polônia, diz a nota, a Embaixada em Varsóvia está em contato com os brasileiros e representantes do governo estão na fronteira em contato com as autoridades polonesas.

"O governo brasileiro aguarda manifestação dos interessados no sentido de retornarem para o Brasil, onde foram colocada à disposição duas aeronaves da Força Aérea Brasileira", informa o Itamaraty.