Justiça acolhe cinco denúncias contra 59 investigados da Carne Fraca

Francielly Azevedo


Com Tabata Viapiana

 

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, recebeu cinco denúncias contra 59 pessoas investigadas na operação Carne Fraca, nesta terça-feira (26). Os réus vão responder por crimes como peculato, organização criminosa, corrupção e concussão. O Ministério Público Federal também constatou a adulteração e a alteração de produtos alimentícios, além do uso de substâncias não permitidas em alguns dos frigoríficos investigados.

Entre as 21 empresas investigadas, 18 são do Paraná. Há também alguns dos maiores frigoríficos do país, como a BRF e a Seara. O magistrado concedeu um prazo de dez dias para que os 59 réus apresentem a defesa prévia, que é primeira manifestação do acusado depois da Justiça acolher a denúncia. Em seguida, as primeiras audiências já podem ser agendadas.

 

Operação Carne Fraca

A Operação desvendou um grande esquema criminoso envolvendo empresários de frigoríficos e fiscais da Superintendência no Paraná do Ministério da Agricultura. De acordo com as investigações, as empresas pagavam propina para que os fiscais liberassem licenças sanitárias sem vistoria. Em alguns casos, as carnes comercializadas tinham sido adulteradas para baratear o custo de produção.

As investigações apontaram, por exemplo, o uso de carnes sem rotulagem e procedência e altos índices de amido. O esquema no Paraná era comandado pelo ex-superintendente regional do Ministério, Daniel Gonçalves Filho, e pela chefe do Setor de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Maria do Rocio Nascimento, que trabalhavam em Curitiba e estão presos há mais de um mês. Outras 22 pessoas também estão presas em decorrência da operação.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.