Justiça prorroga mandados de prisão da Operação Hammer-on

Fernando Garcel


A Justiça Federal determinou na tarde desta sexta-feira (18) que as prisões temporárias de 14 pessoas detidas na deflagração da Operação Hammer-on, na última terça-feira (15), sejam prorrogadas por mais cinco dias. A juíza Gabriela Hardt também determinou que a prisão do empresário Dionízio Milani Júnior passe para o regime preventivo, quando não há prazo para liberação.

De acordo com o despacho da magistrada, a Polícia Federal (PF) argumentou que se forem soltos, os investigados poderão atrapalhar as investigações e até destruir provas. “A prorrogação das prisões temporárias de tais indivíduos consubstancia medida imprescindível para o escorreito deslinde das investigações”.

Sobre Dionízio Milani Júnior, que teve o mandado convertido para prisão preventiva, a juíza alega que ele, de acordo com as investigações, coordenava os cinco núcleos da quadrilha e fazia do esquema seu método de subsistência. A PF também argumentou que o suspeito possui documento de identidade paraguaio e que poderia ir para o país vizinho para escapar da aplicação da lei.

“A prisão preventiva se justifica para garantia da ordem pública e econômica, considerando a magnitude dos valores que foram ocultados, dissimulados e evadidos por meio de um esquema criminoso sob seu comando, através da utilização de laranjas. Ademais, os indícios colhidos indicam que o investigado faz da atividade criminosa seu meio de vida”, declarou a juíza.

Operação da Polícia e Receita cumprem 153 mandados contra lavagem e evasão
Tráfico e contrabando eram abastecidos por esquema da Operação Hammer-on
Hammer-on cumpriu 140 mandados e apreendeu 12 veículos de luxo

Operação Hammer-On

A Operação Hammer-On apura crimes cometidos por um grupo que se especializou em transferir dinheiro de criminosos brasileiros para criminosos paraguaios e foi deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federal. Os investigados teriam movimentado cerca de R$ 5,7 bilhões entre 2012 a 2016. Foram cumpridos 153 mandados no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

O grupo criminoso era formado por cinco núcleos, que usavam contas bancárias de várias empresas, geralmente fantasmas, para receber valores de pessoas físicas e jurídicas interessadas em adquirir mercadorias, drogas e cigarros. A maioria dos produtos vinha do Paraguai.

Postos de combustíveis, casas de câmbio e empresas importadoras não autorizadas participavam do esquema. De acordo com o delegado da Receita Federal Jackson Cerqueira Filho, os criminosos evitavam a movimentação de dinheiro vivo, utilizando as casas de câmbio e as empresas envolvidas para transferir o dinheiro entre os criminosos.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="449320" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]