Mais uma negociação termina sem acordo e greve dos bancários continua

Mariana Ohde


Terminou mais uma vez sem acordo a reunião de negociação realizada nesta quarta-feira (28) entre os bancários em greve e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Com isso, a paralisação continua.

O Comando de Greve rejeitou a proposta apresentada pelos bancos de reajuste salarial de 7% mais abono de R$ 3,5 mil em 2016 e mais 0,5% de aumento real em 2017.

Hoje, a greve completa 24 dias e é a mais longa desde 2004, quando a paralisação chegou a 30 dias. Em 2013, a segunda maior do período, a greve teve 24 dias.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário mínimo nacional (R$ 880). Também é pedido décimo quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.

Atualmente, os bancários recebem um piso de R$ 1.976,10 (R$ 2.669,45 no caso dos funcionários que trabalham no caixa ou tesouraria). A regra básica da participação nos lucros e resultados é 90% do salário acrescido de R$ 2.021,79 e parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, podendo chegar a até R$ 4. 043,58. O auxílio-refeição é de R$ 29,64 por dia.

“A proposta apresentada traduz o esforço dos bancos por uma negociação rápida e equilibrada, capaz de atender às demandas por correção salarial e outros itens da Convenção Coletiva, com um modelo ajustado à atual conjuntura econômica”, disse em nota, na noite de ontem, a Fenaban.

O último balanço do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região aponta que na Grande Curitiba são 385 agências fechadas, sendo cinco financeiras e sete centros administrativos.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal