Medo de dirigir: evento reúne especialistas em Curitiba

Psicotran Day acontece neste sábado (7) com o objetivo de trocar experiências entre quem superou o transtorno e os que ainda querem conseguir vencer a fobia.

Redação - 04 de maio de 2022, 16:23

(Foto: Geraldo Bubniak/AEN)
(Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

O medo de dirigir tem nome: amaxofobia. Um evento em Curitiba irá reunir especialistas e depoimentos vividas com o tema. O Psicotran Day acontece neste sábado (7) com o objetivo de trocar experiências entre quem superou o transtorno e os que ainda querem conseguir vencer a fobia.

A psicóloga Salete Coelho, especialista no tratamento da fobia de dirigir, é a responsável pelo evento. Segundo ela, o encontro de quem superou o medo com quem ainda tem é um diferencial.

“Só quem passa por um problema como esse sabe o tamanho dele. Ali, teremos um lugar seguro onde todos têm um mesmo objetivo e podem contar com a ajuda mútua”, assinala a psicóloga.

A profissional afirma que o medo de dirigir causa baixa autoestima e desvalorização pessoal, com prejuízos para a vida social: “As pessoas não entendem como é possível alguém ter medo de dirigir ou ter carteira de motorista e não assumir o volante. É uma pressão social enorme que essas pessoas sofrem no dia a dia, que pode levar até a um quadro de depressão”.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 6% da população brasileira habilitada é afetada pela amaxofobia. Além disso, um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Medicina do Trânsito (Abramet) aponta que 80% das pessoas que não dirigem por medo são mulheres.

O Psicotran Day será realizado das 10 às 12 horas, na rua Padre Anchieta, 1846 – Bigorrilho. A entrada é gratuita, mediante inscrições pelo WhatsApp: (41) 99568-4709

EXEMPLO DE PESSOA COM MEDO DE DIRIGIR

Um dos exemplos de pessoas com medo de dirigir é de Rosemayra Godim, de 32 anos. Quando ela se aproximava do carro, as pernas travavam e ela começava a suar frio.

Habilitada desde 2012, começou a se afastar do carro ao imaginar situações que nunca tinham acontecido. A situação ficou insustentável quando começou a depender muito das pessoas para ir ao trabalho ou do marido para questões de rotina.

Ao começar o tratamento, em julho de 2020, foram várias sessões antes de encarar as sessões no carro. Ela conta como foi se aproximar do carro depois de oito anos de pânico: “Era apavorante, suava frio, era muito difícil. Cheguei até a chorar, porque você sente vontade de fazer algo mas algo te impede”.

Ela fez o tratamento com a psicóloga Salete Coelho. “Lembro até hoje e foi emocionante. Olho para trás e me sinto muito mais segura. Claro que ainda dá um friozinho na barriga, mas consegui vencer e virar a chave do medo”, comemora.