Medula óssea: Ministério da Saúde altera idade máxima de doadores

Redação

doação de medula óssea

Neste sábado (18), é celebrado o dia mundial do doador de medula óssea. Para 2021, o Ministério da Saúde alterou a idade máxima de doadores voluntários: antes, podiam doar pessoas com até 55 anos; agora, é permitido o cadastro de quem tem até 35.

De acordo com o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), são mais de cinco milhões de voluntários cadastrados. Mesmo assim, a compatibilidade sem grau familiar acontece em uma a cada 100 mil pessoas. Por isso, destaca-se a importância de ter o maior número possível de pessoas cadastradas.

Para ser um candidato à doação, é preciso ter entre 18 e 35 anos, boa saúde e não apresentar doenças infecciosas ou hematológicas. É colhida uma amostra de sangue com 5 mL para testes destinados ao exame HLA (Antígenos Leucocitários Humanos) que irá determinar as características genéticas necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente. De acordo com Arlene Badoch, coordenadora-geral do Sistema Nacional de Transplantes, essa alteração no limite de idade para se candidatar a ser um doador ocorreu para aumentar a chance de se encontrar um receptor: “O ideal é ter um banco de doadores jovens, pois é mais rentável para toda a pesquisa de compatibilidade e o investimento que é feito. Além disso, é importante que, ao se candidatar, haja a fidelidade nas informações, ou seja, caso mude de endereço ou telefone, é preciso atualizar o cadastro para, em uma possível compatibilidade, não gerar frustração para quem aguarda a doação para viver”, explica. Para isso, basta acessar: redome.inca.gov.br/doador-atualize-seu-cadastro/

O sistema imunológico tem a função de identificar e reagir a organismos estranhos. Este processo é baseado na identificação dos antígenos, a “marca biológica” de cada célula. Quando o organismo reconhece um antígeno estranho, desencadeia uma resposta com o objetivo de destruí-lo. Este corpo estranho detectado pode ser tanto uma bactéria ou vírus, como um tecido, órgão ou medula transplantados. Assim, o HLA é o responsável pela histocompatibilidade.

É importante saber que o HLA é herdado, uma parte da mãe a outra do pai. A identidade HLA é composta por vários genes agrupados na mesma região no cromossomo 6. Cada gene possui uma diversidade muito grande de alelos. Sabe-se que mais de 11 mil alelos já foram identificados em todo o mundo. Por isso, é muito raro que dois indivíduos não relacionados tenham o mesmo grupo de genes. A grande complexidade dos transplantes é encontrar esta compatibilidade entre doador e receptor.

Mariana Costa Vieira, de Porto Alegre, fez o transplante de medula óssea em janeiro de 2020, no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Diagnosticada com leucemia linfoide aguda, aos três anos e meio, ela fez o tratamento de 2 anos e teve a primeira recidiva após 1 ano, quando começou a busca por um doador. “Fez 3 anos de quimioterapia e, por duas vezes, teve a doença zerada. No entanto, em 2019, teve a segunda recidiva, onde a leucemia era isolada em sistema nervoso central. Desta vez, o transplante era o tratamento ideal, assim retomaram as buscas por um doador. E, em setembro de 2019, recebemos a notícia que tinham dois doadores compatíveis – em janeiro de 2020, fizemos o transplante. E graças a Deus, a Mari está curada”, conta Renata Francisca Ribeiro Costa, mãe de Mariana.

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