Mega operação das Forças Armadas reforça fronteiras para Olimpíadas

Narley Resende


As Forças Armadas iniciaram, nesta segunda-­feira (13), a Operação Ágata 11 em toda a extensão da fronteira brasileira com os dez países sul-americanos, o equivalente a 16.886 quilômetros. Este ano, a ação conta com 3,5 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Também participam agentes das polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar, bem como profissionais de agências governamentais.

A Operação Ágata é a maior mobilização realizada pelo Estado no combate aos ilícitos de Norte a Sul do país, entre Oiapoque (AP) e Chuí (RS).

A operação é parte do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), criado por decreto presidencial, em junho de 2011. Acontece sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do Estado ­Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe às Forças Armadas.

De acordo com as Forças Armadas, antes de a operação ser deflagrada, o governo brasileiro manteve contato com os países vizinhos para o repasse de informações sobre o emprego do aparato militar.

Olimpíada 

A Ágata 11 acontece às vésperas dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Em função do evento, o Ministério da Defesa optou por uma mobilização que envolvesse toda a faixa de fronteira terrestre, assim como ocorreu na época da Copa do Mundo de futebol.

Durante a mobilização, militares estarão atentos aos principais crimes transfronteiriços como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais.

Forças Armadas

Como a operação se desenvolve ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus (AM); do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS); do Norte (CMN), em Belém (PA); e do Sul (CMS), em Porto Alegre (RS).

Nesses locais, atuarão conjuntamente militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB).

A Marinha empregará, durante toda a Ágata, navios patrulha fluvial e de assistência hospitalar, helicópteros, lanchas, balsas e agências escola flutuantes.

Participam da operação os Distritos Navais das cidades envolvidas, capitanias, agências, delegacias e destacamentos fluviais e grupamento de fuzileiros navais.

Já o Exército atuará no período da operação com efetivo de brigadas e batalhões de Infantaria de Selva, de Fronteira e Mecanizado; além de unidades militares de Engenharia, Cavalaria, Logística, Aviação e Comunicações e Guerra Eletrônica. A Força Terrestre desenvolverá ações de bloqueios de rodovias montados em pontos estratégicos nas áreas de ação delimitadas na Ágata.

No caso específico da FAB, o planejamento está a cargo do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra). O órgão é responsável em garantir a soberania do espaço aéreo nacional.

Foto: Anderson Riedel
Foto: Anderson Riedel

Operação Ágata

Em três anos, o Ministério da Defesa, por meio do EMCFA, já realizou dez edições da Operação Ágata. A faixa de fronteira situa­se 150 quilômetros a partir da divisa. Esse território compreende 27% do território nacional onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes.

A fronteira tem 16.886 quilômetros de extensão, sendo 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de rio, lagos e canais. São 23.415 quilômetros de rodovias federais.

Os estados de fronteira são: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Além do combate aos ilícitos, a Ágata contempla também Ações Cívico Sociais (Acisos), que consistem em atividades como atendimento médico, odontológico e hospitalar aos locais onde concentram famílias carentes.

Operação Ágata 8. Foto: Jorge Cardoso
Operação Ágata 8. Foto: Jorge Cardoso

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