Melanoma: Um a cada cinco casos não foi diagnosticado em meio à pandemia

Redação

melanoma

No ano passado, 21% dos melanomas, equivalente a um em cada cinco casos, não foi diagnosticado por conta da pandemia do novo coronavírus. Ainda de acordo com o levantamento, 33,6% das consultas ao longo de 2020 foram adiadas. Os dados estão em uma pesquisa realizada pela Global Coalition of Melanoma Patient Advocacy com 700 dermatologistas.

O medo da infecção pela Covid-19 tirou muita gente dos consultórios. E aí, o que pode ser um cuidado necessário com a saúde pode se transformar em um problema ainda maior.

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa de casos de câncer de pele melanoma e não melanoma para o Paraná em 2020 era acima de 8.900, sendo mais de 4.900 em homens e 3.980 em mulheres. O total de óbitos no estado chegou a 342 em 2019, de acordo com o SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) do Ministério da Saúde.

“As lesões reconhecidas rapidamente, no início do quadro, geralmente são lesões incito, ou superficiais. E quando descobertas nessa fase, as chances de cura são muito grandes. Quanto mais antigas são, se aprofundam, o que pode dar origem, por exemplo, à metástase. O atraso no diagnóstico aumenta as chances de um exame identificar lesões graves”, diz a doutora Ana Opolski, dermatologista do Hospital IPO.

A doença cutânea corresponde a apenas 10% dos casos de câncer de pele, mas é o mais agressivo e potencialmente letal. Tem origem nas células que dão cor à pele, e é mais comum nos adultos. Se descoberto no início, registra 90% de chance de cura.

Os cuidados precisam ser tomados já na infância: a exposição exagerada ao sol sem protetor solar adequado para a pele dos pequenos pode gerar feridas com potencial de se transformar em melanoma na vida adulta, quando a doença é mais frequente. Por isso, neste período de retomada das aulas presenciais, vale redobrar a atenção com meninos e meninas tanto na atenção aos protocolos de prevenção à Covid-19 quanto nos cuidados com o sol.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, entre os tipos de câncer de pele mais comuns estão o carcinoma basecular e carcinoma espinocelular, ou câncer de não melanoma. Todos apresentam percentuais altos de cura se diagnosticados e tratados de forma precoce.

FATORES DE RISCO DO MELANOMA

Entre os fatores de risco para o melanoma estão a genética e o histórico familiar, e a exposição intensa ao sol ainda na infância. Segundo a dermatologista Ana Opolski, os pais precisam ficar atentos com eventuais feridas, pintas ou manchas na pele dos filhos, além de sempre cuidar para que estejam protegidos dos raios do sol com protetor solar adequado.

Nos adultos, a orientação é chegar as lesões já existentes, e consequentemente descobrir eventuais lesões novas. Pessoas com pré-disposição genética, quando o pai, a mãe ou um irmão já teve um melanoma, devem fazer acompanhamento a cada seis meses. Na consulta, que precisa ser presencial, o especialista consegue definir quais os fatores de risco de cada paciente e então estabelecer qual o tratamento adequado.

“A grande questão do melanoma é o diagnóstico precoce. Se diagnosticado e tratado ainda no estágio inicial, as chances de cura são de 90%. Uma pinta, uma lesão na pele ou um sinal podem ser indicativos do problema. E a doença pode surgir tanto de um local onde a pessoa já tinha um sinal quanto em um lugar onde não havia nada na pele”,

O melanoma tem potencial de provocar metástase de forma rápida (espalhar para outros órgãos do corpo humano) e levar à morte. Normalmente aparece em forma de pintas ou manchas escuras, que crescem e podem mudar de cor e formato, ou ainda sangrar.

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