Metalúrgicos paralisam atividades para pressionar governo Temer

Narley Resende


Aproximadamente 30 mil metalúrgicos protestam em frente as principais montadoras da Grande Curitiba nesta quinta-feira (29). O movimento é nacional. A categoria exige ações do governo federal para o reaquecimento da economia, como a redução de juros e impostos para alavancar a atividade produtiva e o consumo, a ampliação do crédito e o incentivo a renovação da frota de veículos no país.

A categoria também protesta contra o congelamento de salários e cortes na áreas da saúde e educação. Às 14h, um novo ato deve ocorrer em frente à fábricas e montadoras da Grande Curitiba.

A Rua João Chede e a Avenida Juscelino Kubitschek estão foram parcialmente bloqueadas no início da manhã desta quinta pelos metalúrgicos que ocupam a margem da rodovia Contorno Sul, na Cidade Industrial de Curitiba. O movimento é organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, filiado à Força Sindical. Outras centrais também participam do ato.

A paralisação desta quinta-feira (29) foi definida no último dia 8 de setembro, em São Paulo (SP), pelas Confederações, Federações e Sindicatos de metalúrgicos, ligados à Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas). Mais de 500 sindicatos da categoria, que representam cerca de 2 milhões de metalúrgicos, confirmaram participação na manifestação unificada.

Campanha nacional

Segundo a Força Sindical, a campanha “Cortar Direitos Não Gera Emprego! Retomada da Economia Já!” tem objetivo de comunicar nas fábricas, mas também junto à população em geral, para alertar sobre as propostas do governo e do Congresso que ameaçam direitos e para pressionar por medidas que acelerem a economia e a geração de emprego, sem atingir os direitos dos trabalhadores.

Uma série de outdoors, frontlights e busdoor forma instalados em nove grandes capitais do País e importantes centros urbanos, totalizando 16 cidades: Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Goiânia, Catalão, Anápolis, Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo, Florianópolis e Brasília, Maringá, Londrina, Cascavel, São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu.

Entre as medidas defendidas pelos metalúrgicos para vencer a crise estão: 1) a redução dos juros; 2) redução dos impostos para incentivar a atividade produtiva e o consumo; 3) ampliação do crédito; 4) programa de renovação da frota; 5) valorização do salário mínimo, das aposentadorias e da renda, visando aquecer o mercado interno; 6) auditoria cidadã da dívida pública brasileira; 7) a correção da tabela do Imposto de Renda pela inflação, entre outras medidas que terão efeito imediato na retomada da economia sem atingir os direitos.

Para a Previdência, os metalúrgicos defendem: 1) revisão ou fim das desonerações sobre a folha de pagamento das empresas; 2) revisão das isenções previdenciárias para entidades filantrópicas; 3) venda dos 3.485 imóveis em desuso da Previdência Social. A venda desses imóveis acarretaria uma arrecadação de R$ 1,5 bilhão; 4) Fim da aplicação da DRU (Desvinculação de Receitas da União), que arranca dinheiro da Seguridade Social para pagar juros ao sistema financeiro; 5) criação do  Refis (Programa de Refinanciamento) para cobrança dos R$ 236 bilhões de dívidas ativas com a Previdência ; 6) melhoria da fiscalização da Previdência por meio do aumento do efetivo de fiscais em atividade ; 7) revisão das alíquotas de contribuição para a Previdência Social do setor do agronegócio, que hoje é isento; 8) destinar à Seguridade/Previdência as receitas fiscais oriundas da regulamentação dos bingos e jogos de azar

 

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