Monkeypox: especialista mostra sintomas e transmissão da doença

Brasil registrou nesta sexta-feira (29) a primeira morte pela doença. Na quinta (28), Curitiba informou que a cidade está com transmissão comunitária do vírus.

Redação - 29 de julho de 2022, 15:14

(iStock)
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O Brasil registrou nesta sexta-feira (29) a primeira morte em decorrência do vírus monkeypox. Já na quinta (28), Curitiba informou que a cidade está com transmissão comunitária da varíola dos macacos.

A doença é considerada emergência global pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Sobre o assunto, o especialista e professor de Saúde Pública, Fernando Kloster, mostra os sintomas e as formas de transmissão dessa varíola.

O profissional afirma que, para não fazer referência direta à espécie dos macacos, o termo ideal para se referir à doença é monkeypox, como as autoridades de saúde têm feito. "Os macacos não são os culpados pela doença e sim vítimas, como nós", justifica.

MONKEYPOX: SINTOMAS

Entre os principais sintomas do monkeypox, estão:

  • Lesões na pele
  • Febre
  • Cansaço
  • Dor de cabeça
  • Aumento dos gânglios linfáticos

Esses sinais costumam durar de duas a quatro semanas, como mostra o especialista Fernando Kloster. Em caso de suspeita da doença, o paciente deve ficar em isolamento

Não há tratamento específico para esse tipo de varíola, apenas são aplicados medicamentos para o alívio dos sintomas.

MONKEYPOX: TRANSMISSÃO

A transmissão do monkeypox ocorre pelo contato com as lesões. Por isso, o professor pede atenção para frequentadores de estabelecimentos como barbearias e salões de beleza.

Quem está com suspeita da doença precisa evitar o contato com outras pessoas. Itens como talheres, toalhas, louças, panos de prato e roupa de cama. Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade são suscetíveis a quadros mais graves da doença.

MONKEYPOX: LETALIDADE

De acordo com o especialista Fernando Kloster, o momento é de alerta, como em qualquer movimentação anormal no crescimento de casos de uma doença. Porém já é possível verificar uma baixa letalidade.

“No dia da declaração da OMS, os dados oficiais eram de 16 mil casos em 75 países com cinco mortes. Isso resulta em uma taxa de letalidade de aproximadamente 0,03% ou três mortes a cada 10.000 infectados", explica.

Ainda assim, não se pode subestimar um agente infeccioso sem observações e estudos. Segundo a OMS, o primeiro caso da doença foi relatado em 1970 e a proporção de pacientes mortos variou entre zero e 11%, com maior gravidade entre crianças.

A variação ocorre porque, até o momento, foram identificadas duas linhagens do monkeypox: uma da África Ocidental, com letalidade de 3,6%, e outra na Bacia do Congo, com índice de morte em 10,6%. “Enquanto os dados não são conclusivos sobre o avanço da doença no mundo, a recomendação é manter a atenção”, orienta Fernando.