Morte no Carrefour: delegada que investiga homem negro espancado nega racismo

Redação

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Roberta Bertoldo, delegada responsável pela investigação do assassinato de João Alberto Silveira Freitas, afirmou que o caso não se trata de racismo. O homem negro, de 40 anos, foi espancado até a morte por seguranças do Carrefour, em Porto Alegre, na noite desta quinta-feira (19).

Em entrevista à Folha de S. Paulo, a delegada Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre, afirmou que o inquérito vai apurar a motivação das agressões. No entanto, disse não considerar que o assassinato tenha sido provocado por racismo.

De acordo com o jornal, ela não explicou por que o caso não se enquadraria como racismo.

Ao comentar a morte de João Alberto, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse que não existe racismo no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não comentou a morte, nem o Dia da Consicência Negra, celebrado neste 20 de novembro.

O Carrefour, em nota, disse que os seguranças que espancaram João Alberto até a morte em uma das lojas de Porto Alegre são terceirizados. A rede informou que vai romper o contrato com a empresa. A loja onde o caso ocorreu foi fechada temporariamente.

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