MP denuncia ex-prefeito e mais 21 por organização criminosa em transporte coletivo

Andreza Rossini


O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia à justiça contra o ex-prefeito de Guarapuava, Fernando Carli, a ex-secretária municipal da Administração, o ex-diretor do departamento de licitações e dois ex-assessores deste setor (todos da gestão 2009-2012) e empresários do transporte coletivo por organização criminosa no segmento de concessão no transporte coletivo daquela cidade.

Também foram denunciados advogados e sócios de duas empresas especializadas em engenharia de transportes, que seriam os operadores do esquema em Guarapuava e em outros municípios. Os crimes foram praticados em 2009.

Os denunciados são acusados de crime de responsabilidade de prefeito por desvio de renda públicas, por não cumprimento da lei municipal que fixa a fórmula da tarifa do transporte, fraude a licitação e falsidade de documento público. Parte dos réus já tiveram os bens bloqueados, no valor correspondente a R$ 9 milhões.

A denúncia é contra as 22 pessoas investigadas pela Operação Riquixá, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Geco) e pelo Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) de Guarapuava, na quinta-feira (29).

O MP acrescentou seis novos réus e provas na ação civil pública que foi apresentada em 2013. Nesta ação se formaram pedidos de imposição de pagamento de multa, ressarcimento ao erário, suspensão de direitos políticos, perda do cargo e proibição de contratar com o poder público. Além disso, o MP solicitou pagamento de danos morais de até R$ 1,5 milhão individuais, o valor total da ação ultrapassa os R$ 195 milhões.

O órgão busca cancelar o contrato com a empresa que venceu a licitação em 2009, desde 2013.

Operação Riquixá

Seis pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (29) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na Operação Riquixá II que apura a existência de organização criminosa no segmento de concessão de transporte coletivo urbano no Paraná.

A operação foi realizada em Guarapuava, Foz do Iguaçu, Maringá, Ponta Grossa e Curitiba, no Paraná, e em cidades de Santa Catarina e São Paulo e também no Distrito Federal, com apoio do Gaeco desses locais.

Foram presos preventivamente, sem prazo para soltura, o advogado Sacha Reck, o pai dele, Garrone Reck, Alex Reck, irmão de Sacha; e os advogados Antonio Carlos Marchetti e André Vinicius Marchetti, da empresa Logitrans, e Fábio Miguel, responsável pela empresa Turin.

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