MPF deve recorrer da decisão de soltar presos investigados por fraude no transporte coletivo

Da BandNews CuritibaO Ministério Público Federal (MPF) pode recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) qu..

Redação - 05 de julho de 2016, 12:55

Da BandNews Curitiba

O Ministério Público Federal (MPF) pode recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que mandou soltar seis presos por suspeita de fraude à licitação de ônibus de Guarapuava, na região central do Estado. São eles o advogado Sacha Reck, que representa o Setransp, sindicato patronal das empresas de ônibus de Curitiba; o pai e o irmão dele, Garrone e Alex Reck; os também advogados Antônio Carlos Marchetti e André Vinícius Marchetti; e o engenheiro Fábio Miguel.

MP denuncia ex-prefeito e mais 21 por organização criminosa em transporte coletivo

Eles foram presos na semana passada durante a Operação Riquixá, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). E agora estão de volta às ruas, embora o risco que eles representem às investigações seja baixo. Quem explica é a promotora de Justiça Leandra Flores.

Na decisão, o ministro do STJ, Sebastião Reis, argumentou que não há indício nem risco de destruição de provas pelos envolvidos e nem sinais de que eles estejam tentando obstruir a Justiça. A promotora concorda que as evidências já coletadas estão, de fato, em segurança, mas que provas que ainda poderiam surgir ficam comprometidas a partir de agora.

Apesar de o possível crime ter ocorrido no interior, o Gaeco disse que empresas que operam em Curitiba podem ter se beneficiado. Além das seis prisões, o Gaeco também cumpriu 53 mandados de busca e apreensão e 29 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a depor, para investigar a possível

Operação Riquixá

Seis pessoas foram presas na quarta-feira (29) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na Operação Riquixá II que apura a existência de organização criminosa no segmento de concessão de transporte coletivo urbano no Paraná.

A operação foi realizada em Guarapuava, Foz do Iguaçu, Maringá, Ponta Grossa e Curitiba, no Paraná, e em cidades de Santa Catarina e São Paulo e também no Distrito Federal, com apoio do Gaeco desses locais.

Foram presos preventivamente, sem prazo para soltura, o advogado Sacha Reck, o pai dele, Garrone Reck, Alex Reck, irmão de Sacha; e os advogados Antonio Carlos Marchetti e André Vinicius Marchetti, da empresa Logitrans, e Fábio Miguel, responsável pela empresa Turin.