MPF deve recorrer da decisão de soltar presos investigados por fraude no transporte coletivo

Redação


Da BandNews Curitiba

O Ministério Público Federal (MPF) pode recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que mandou soltar seis presos por suspeita de fraude à licitação de ônibus de Guarapuava, na região central do Estado. São eles o advogado Sacha Reck, que representa o Setransp, sindicato patronal das empresas de ônibus de Curitiba; o pai e o irmão dele, Garrone e Alex Reck; os também advogados Antônio Carlos Marchetti e André Vinícius Marchetti; e o engenheiro Fábio Miguel.

MP denuncia ex-prefeito e mais 21 por organização criminosa em transporte coletivo

Eles foram presos na semana passada durante a Operação Riquixá, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). E agora estão de volta às ruas, embora o risco que eles representem às investigações seja baixo. Quem explica é a promotora de Justiça Leandra Flores.

Na decisão, o ministro do STJ, Sebastião Reis, argumentou que não há indício nem risco de destruição de provas pelos envolvidos e nem sinais de que eles estejam tentando obstruir a Justiça. A promotora concorda que as evidências já coletadas estão, de fato, em segurança, mas que provas que ainda poderiam surgir ficam comprometidas a partir de agora.

Apesar de o possível crime ter ocorrido no interior, o Gaeco disse que empresas que operam em Curitiba podem ter se beneficiado. Além das seis prisões, o Gaeco também cumpriu 53 mandados de busca e apreensão e 29 mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a depor, para investigar a possível

Operação Riquixá

Seis pessoas foram presas na quarta-feira (29) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na Operação Riquixá II que apura a existência de organização criminosa no segmento de concessão de transporte coletivo urbano no Paraná.

A operação foi realizada em Guarapuava, Foz do Iguaçu, Maringá, Ponta Grossa e Curitiba, no Paraná, e em cidades de Santa Catarina e São Paulo e também no Distrito Federal, com apoio do Gaeco desses locais.

Foram presos preventivamente, sem prazo para soltura, o advogado Sacha Reck, o pai dele, Garrone Reck, Alex Reck, irmão de Sacha; e os advogados Antonio Carlos Marchetti e André Vinicius Marchetti, da empresa Logitrans, e Fábio Miguel, responsável pela empresa Turin.

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