Mulheres tomam as ruas por nenhum direito a menos

Redação


 

Cerca de 5 mil mulheres caminham desde o final da tarde desta quarta-feira, pelas ruas centrais de Curitiba em manifestação pelo 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. Concentradas na praça Santos Andrade desde às 17h30, elas saíram por volta das 18h, percorrendo a avenida Marechal Deodoro em protesto contra a desigualdade e lembrando que a data de hoje é uma data de luta pelos direitos das mulheres.

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Além dos temas históricos das lutas das mulheres, contra o machismo, a violência, o assédio, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, as mulheres também manifestam-se contra as reformas da previdência e trabalhista proposta pelo governo Michel Temer (PMDB). “Estamos ameaçadas em nosso direitos, com corte de gastos públicos na saúde, moradia, educação, assistência social no momento que mais precisamos e com as mulheres pagando impostos, e muitos impostos, a cada compra de alimento que fazemos. Estamos ameaçadas a não conseguir aposentadoria, enquanto empresas seguem tendo isenção ou perdão de suas dívidas com a previdência social. Estamos sofrendo agressões, violência machista e policial, repressão política. Somos vitimas do racismo. Mulheres negras que sofrem diariamente com a violência racista que violenta nossos corpos e extermina a vida dos nossos filhos e filhas. Os estupros crescem e o ódio à nós mulheres cresce a cada dia, patrocinado por muitos meios, repercutindo no aumento dos feminicídios. Estamos ameaçadas de ser presas quando precisamos abortar, e corremos risco de vida quando vamos parir”, diz a chamada para o evento.

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A manifestação em Curitiba faz parte da programação da Greve Internacional de Mulheres, que propôs um dia de greve de todas as mulheres para marcar a data de hoje. “Esta parada será composta pelas mulheres trabalhadoras, as desempregadas, as estudantes, as negras,as índias, as brancas, as lésbicas,as bissexuais, as trans, as heteros, as putas, as vadias, as santas, as soropositivas, as que tem necessidades especiais, as refugiadas, as estrangeiras, as imigrantes, as camponesas, as rurais, as do mangue, as ribeirinhas, das águas, das florestas, do campo, das cidades, as aposentadas, as sindicalistas, as anarquistas, as libertárias, as socialistas, as que abortam, as mães, as que não têm filhos, as casadas, as divorciadas, as assediadas, as ameaçadas,as mortas, as vivas, as que não se calam. Por cada uma, por todas e pelas que não podem estar!”, anuncia-se o movimento.

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