Mulheres vivem 6,8 anos mais que homens no Paraná

Thiago Machado, Metro Jornal Curitiba Os paranaenses que nasceram em 2015 tem, na média, a esperança de viver até 2091, ..

Narley Resende - 02 de dezembro de 2016, 09:13

Thiago Machado, Metro Jornal Curitiba

Os paranaenses que nasceram em 2015 tem, na média, a esperança de viver até 2091, quando completarão 76,8 anos. É o que mostram os dados das tábuas de mortalidade divulgadas ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Tanto no Paraná quanto no Brasil a expectativa vem subindo ano a ano. No Estado ela aumentou 12,7 anos entre 1980 e ano passado. Quinze anos atrás, os paranaenses viviam em média 64,1 anos.

A expectativa paranaense é um pouco maior que a brasileira, sendo que o Estado é o 7º no ranking nacional. De Santa Catarina, onde se vive mais tempo, até o Maranhão, que está na posição mais baixa, a diferença é de 8,4 anos. (veja mais ao lado).

As mulheres vivem mais que os homens em todos os Estados, e a diferença está se ampliando. Em 1940 a margem era de 5,4 anos a mais para elas, número que subiu para 7,2 anos em 2015. No Paraná, elas vivem em média 6,8 anos a mais.

Segundo o IBGE, parte da diferença é explicada pela alta mortalidade de homens entre os 20 e 24 anos. Nesta faixa eles têm 4,5 vezes mais chances de morrer do que as mulheres, especialmente por mortes violentas. Nas décadas de 1940 e 50, não havia diferença de mortalidade entre os jovens nesta faixa etária, destaca o IBGE.

Mortalidade infantil

Entre 2014 e 2015 houve um declínio de 3,6% na mortalidade infantil no Brasil. O Paraná foi o terceiro Estado com menores taxas até os cinco anos, atrás do Espírito Santo e Santa Catarina. As taxas desses Estados variam entre 9,19 e 9,71 por mil nascidos vivos mas, de acordo com o IBGE, os número estão longe das encontradas nos países mais desenvolvidos do mundo. Japão e Finlândia que possuem taxas na ordem de 2 por mil.

Entre 1940 e 2015 a mortalidade de crianças caiu 97,0%. De acordo com o IBGE, contribuíram para a queda as campanhas de vacinação em massa, atenção ao pré-natal, o aleitamento materno e o aumento de escolaridade e de renda.

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