Cidades brasileiras sentem reflexo de terremoto na Bolívia

Folhapress e Andreza Rossini


Reflexos de um tremor de terra registrado na Bolívia foram sentidos em várias partes do país na manhã desta segunda-feira (2). Não há informações de feridos.

No Paraná, o tremor foi sentido nas cidades de Maringá e Umuarama, no noroeste, Cianorte e Londrina, no norte do estado e Cascavel no oeste.

Em Umuarama, Maringá e Cascavel prédios chegaram a ser evacuados, nas outras regiões do estado os tremores foram menos intensos.

Em São Paulo, segundo o Corpo de Bombeiros, os prédios da Petrobras, na altura do número 901 da avenida Paulista, e o do Ministério Público foram evacuados.

Também circulam pelas redes sociais relatos de evacuação em diversos prédios residenciais da capital paulista.

Em Brasília, a sede do Ministério da Justiça também teve suas atividades interrompidas após servidores sentirem abalos na estrutura.

Segundo o Observatório Sismológico de Brasília, os tremores sentidos no Brasil são reflexo de um terremoto de 6,8 graus registrado na Bolívia, na manhã desta segunda (2). A Defesa Civil foi procurada pela reportagem, mas até esta publicação não havia informado se os abalos provocaram danos às estruturas de prédios na capital paulista.

Percepção

Tremores de terra perceptivos não são incomuns no Brasil. A Rede Sismográfica Brasileira detecta as movimentações permanentemente. Em setembro do ano passado, por exemplo, um tremor de magnitude 3,5 na escala Richter ocorreu na cidade de Itaperuçu, na região metropolitana de Curitiba, por volta da meia-noite, e foi sentido em um raio de 30 km.

Em 2015, na região Norte, foi registrado um terremoto de magnitude 6,7 na escala Richter, sem registro de vítimas. Muitas vezes, os abalos sentidos no Brasil são reflexos de sismos ocorridos em outros pontos da América Latina, como no Chile e na Bolívia.

Em 2008, vários moradores de São Paulo sentiram casas e prédios vibrarem após um tremor de 5,2 graus na escala Richter. O epicentro foi registrado a cerca de 215 km de São Vicente, no litoral sul de São Paulo, a aproximadamente 10 km de profundidade, segundo os sismógrafos do US Geological Survey, órgão do governo dos Estados Unidos.

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