Novas tecnologias reduzem impacto ambiental na construção civil

Redação

Novas tecnologias reduzem impacto ambiental na construção civil

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado nesta sexta-feira (5) e o setor de construção civil no Brasil gera por dia 290 mil toneladas de entulho, o suficiente para construir mais de 2 mil estádios do Maracanã.

De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon) o Brasil produz, por ano, cerca de 87,2 milhões de metros cúbicos de resíduos de construção civil, o equivalente a 22% do volume útil armazenado do Reservatório Cantareira (sem considerar reserva técnica).

O setor da construção civil é hoje o responsável por grande parte do volume de resíduos sólidos gerados em meios urbanos com grande impacto ambiental, e as construtoras vivem o desafio de reduzir tal posição. Entre os itens mais desperdiçados nas obras estão entulhos como concreto, bloco cerâmico e argamassas.

Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) foram verificadas mudanças na qualidade do ar e da água. De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), houve queda de 50% na poluição do ar na cidade de São Paulo já na primeira semana após o início da quarentena.

Esses números servem como alerta dos cuidados que devemos ter com o meio ambiente se queremos ter um futuro saudável no planeta. Por isso, ações voltadas à proteção da natureza são cada vez mais utilizadas dentro da construção civil.

Preocupada com essa questão, Grupo A.Yoshii vem implantando em suas obras projetos sustentáveis, eficientes e economicamente viáveis, sem perder o padrão de qualidade. Para reduzir o uso desses materiais, os engenheiros buscam soluções com menor impacto durante a cadeia produtiva, aplicando melhorias e alterando alguns processos.

“Utilizamos a alvenaria racionalizada em nossas obras, uma metodologia para elevação das alvenarias dos empreendimentos para melhorar a configuração dos blocos. Isso permite que as instalações sejam embutidas na alvenaria sem a necessidade de cortes dos blocos, reduzindo a geração de resíduos em 65%, aproveitando melhor a matéria-prima”, contou o engenheiro ambiental do Grupo, Wellington Luiz de Oliveira.

Em todos os empreendimentos da A.Yoshii são utilizadas tecnologias para racionalizar o consumo, como: aeradores em torneiras; vaso sanitário com acionamento de dual flush; utilização de sensores de presença no sistema de iluminação; uso de vidros de fachada que apresentam eficiência energética; reuso de água pluvial, entre outros.

“Em Campinas (SP), por exemplo, possuímos uma Usina Fotovoltaica (UFV) instalada para atendimento do consumo gerado por essa unidade. Da mesma forma, temos uma UFV instalada em nossa matriz em Londrina (PR), que em 12 meses de utilização já gerou 116.000 kWh, suficiente para abastecer 63 residências no mesmo período”, explicou Wellington.

A construtora adotou, ao longo dos anos, diversas práticas para diminuir os impactos da indústria da construção civil ao meio ambiente, além de incentivar os colaboradores a inovarem continuamente buscando as melhores práticas para a execução dos serviços, alinhados à sustentabilidade corporativa.

“O futuro da construção é a busca por processos mais industrializados e tecnológicos, para que os recursos sejam utilizados de forma mais racional, com redução dos desperdícios em canteiros de obra”, ressaltou Wellington.

A A.Yoshii promove, ainda, ações e debates com seus colaboradores. O programa Melhoria Contínua atua nas obras com o objetivo de incentivar ideias inovadoras para melhoria do processo construtivo, com base na experiência dos trabalhadores.

“Nesse programa eles podem sugerir melhorias para execução das atividades, por meio do uso de ferramentas e materiais, sempre alinhados à segurança dos colaboradores nos canteiros de obra”, conta a engenheira de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do Grupo A.Yoshii, Letícia Catenace da Costa.

Já o programa Campanha de Economia incentiva o consumo consciente dos recursos naturais e preserva a saúde e segurança do colaborador. Mensalmente são coletados dados de consumo de água e energia, geração de resíduos e inspeções de segurança. Estes índices são comparados com dados de referência do Grupo, e trimestralmente é feita uma premiação da obra que possuir melhor desempenho.

“Desde a sua criação, o programa Melhoria Contínua foi um meio de incentivo para o desenvolvimento de práticas voltadas à sustentabilidade, incluindo aqueles que são monitorados pela Campanha de Economia, como: automação do sistema de iluminação dos canteiros de obra; automação de bombas para evitar desperdício de água; e tratamento de água contaminada com resíduos de pintura”, finalizou Letícia.

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