Operação da PF em quatro estados e DF mira fraudes bancárias na web

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (21) a segunda fase da Operação Darkode, que investiga organização crimino..

Narley Resende - 21 de março de 2017, 08:06

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (21) a segunda fase da Operação Darkode, que investiga organização criminosa especializada em fraudes superiores a R$ 2,5 milhões contra o sistema bancário.

Cerca de cem policiais federais cumprem 37 mandados judiciais, em Goiânia (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Anápolis (GO) e Senador Canedo (GO), nos Estados do Pará, de Tocantins, de Santa Catarina, além do Distrito Federal.

São quatro mandados de prisão preventiva, 15 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão em residências e em empresas vinculadas ao grupo investigado.

A operação busca provas contra outros integrantes e beneficiários da organização, além de identificar e apreender bens adquiridos ilicitamente.

A primeira fase da operação ocorreu em julho de 2015. Os alvos eram hackers que se comunicavam por intermédio de um site chamado de "Darkode". Na época, dois homens suspeitos de participar de um esquema de fraudes internacionais pela internet foram presos em Goiânia.

O líder da organização cumpre pena no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO), imposta por sentença condenatória da 11ª Vara Federal de Goiânia.

O nome da operação faz alusão ao fórum internacional intitulado DARKODE, criado em 2007 com o propósito de reunir os maiores e os mais especializados hackers e criminosos cibernéticos em um único ambiente virtual.

Primeira Fase 

Na primeira fase, deflagrada em julho de 2015, foram cumpridos sete mandados judiciais em Goiânia, sendo dois mandados de prisão e um de condução coercitiva, além de quatro mandados de busca e apreensão. A ação foi coordenada com forças policiais de diversos países contra hackers que se comunicavam por intermédio de um sítio eletrônico denominado Darkode.

Na época, autoridades dos Estados Unidos e policiais de outros países fecharam o fórum online "Darkode", utilizado por cibercriminosos em todo o mundo, e acusaram 12 pessoas ligadas ao site.

O procurador norte-americano David Hickton anunciou as acusações em Pittsburgh, e classificou o Darkode como “um vespeiro online de hackers criminosos”.

“Dos cerca de 800 fóruns criminosos na Internet no mundo todo, o Darkode representava uma das mais graves ameaças à integridade de dados em computadores nos EUA”, disse.

O FBI e promotores de Pittsburgh lideraram a investigação, conhecida como “Operação Horizonte Encoberto”, a qual incluiu autoridades como Europol, a polícia europeia, e agentes de 20 países da Europa e da América Latina, assim como Israel, Nigéria e Austrália.

Cibercriminosos usavam o Darkode para negociar dados roubados, assim como para utilizar ferramentas de hacking e de spam, e para obter conhecimento sobre métodos de ciberataques contra governos e companhias.

O site só podia ser acessado por quem possuía convite, e era escondido por servidores de Internet bem protegidos.