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Atlético Mineiro - Colón - Copa Sul-Americana - Chará

Atlético Mineiro leva virada do Colón e fica em desvantagem na Sul-Americana

O Atlético Mineiro perdeu de virada por 2 a 1 para o Colón, nesta quinta-feira (19). Com o resultado, o Galo precisa de uma vitória simples para conquistar sua vaga na final da Copa Sul-Americana.

Chará abriu o placar para o Atlético Mineiro, Morelo empatou o duelo e Luis Rodríguez virou o duelo para o Colón.

A partida de volta está marcada para a próxima quinta-feira (26), no Mineirão em Belo Horizonte.

PRÓXIMOS JOGOS

Atlético Mineiro - Colón - Copa Sul-Americana - Chará
Atlético Mineiro recuou na segunda etapa e Colón aproveitou para controlar as ações e virar o jogo. Foto: Reprodução Twitter/Conmebol Sul-americana

O Atlético Mineiro retorna a campo na próxima segunda-feira (23), quando viaja até Florianópolis para encarar o Avaí na Ressacada, às 20h. O duelo é válido pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Já o Colón atua neste domingo (22), fora de casa contra o Lanús pela sétima rodada do Campeonato Argentino.

O JOGO

Atlético Mineiro - Colón - Copa Sul-Americana - Chará
Jogadores do Colón comemoram o gol de empate, anotado logo aos seis minutos do segundo tempo. Foto: Reprodução Twitter/Conmebol Sul-Americana

O jogo ficou sem chances claras de gol até os 35 primeiros minutos.

Foi quando Di Santo fez o pivô para Vinícius, que achou Elias na entrada da área. O volante tentou o passe par Chará, mas o zagueiro Ortiz se antecipou e chutou em cima do atacante. A bola foi na direção do gol e surpreendeu Burián antes de balançar as redes.

Logo no primeiro lance do segundo tempo o Colón conseguiu assustar. Após descida pela direita, Vigo cruzou fechado e a bola tocou no travessão antes de sair.

Aos seis minutos o Colón conseguiu o empate. Após escanteio da direita, Escobar escora de cabeça e Morelo finaliza de carrinho para completar para o gol.

O Atlético Mineiro respondeu aos 19 minutos. Após bola mal afastada pela defesa, Vinícius pegou de primeira da entrada da área e Burián teve que espalmar para a linha de fundo.

O Colón conseguiu a virada aos 40 do segundo tempo. Morelo recebeu passe na área e cruzou no segundo poste para Zuqui. O meia bateu cruzado e Luis Rodríguez completou para anotar o gol.

R$ 19 milhões para equipar Cras e Creas em 164 municípios

 

A Secretaria de Justiça, Família e Trabalho do Governo do Paraná vai assinar termos de adesão com 164 municípios para o repasse de recursos destinados a reformas e compra de equipamentos para Centros de Referência e Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), além de benefícios eventuais a Famílias em situação de vulnerabilidade social.

A solenidade de assinatura com os municípios será realizada em outubro, conforme definido em reunião realizada nesta quinta-feira (19/09) entre o secretário Ney Leprevost, o chefe do Departamento de Assistência Social, Tadeu Átila Mendes, e a assistente social Renata Marziuzek dos Santos.

O valor total dos repasses é de R$ 19 milhões, provenientes do Fundo Estadual de Assistência Social (Feas) e do Fundo 257 do Detran, de acordo com deliberação do Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas).

Pia Sundhage - Marta - Seleção brasileira

Marta é novidade na nova convocação de Pia Sundhage na seleção

Pia Sundhage confirmou que Marta irá retornar a seleção brasileira de futebol para os amistosos contra Inglaterra e Polõnia. A técnica convocou nesta quinta-feira (19), a equipe que irá jogar na Grã-Bretanha nos dias 5 e 8 de outubro.

Marta foi convocada por Pia na primeira lista da sueca a frente da seleção brasileira, mas uma lesão na coxa adiou o encontro das duas.

As outras novidades da lista são a goleira Letícia (Corinthians), a zagueira Daiane (Tacón-ESP), as laterais Poliana (São José-SP) e Giovanna (Avaldsnes-NOR), além da meia-atacante Maria Alves (Juventus-ITA).

Pia estreou no comando da seleção no Torneio Uber de Futebol Feminino. Após vencer a Argentina por 5 a 0, o Brasil empatou em 0 a 0 com o Chile e perdeu o título nos pênaltis.

CONFIRA A LISTA DE CONVOCADAS:

Goleiras: Aline Reis (Tenerife-ESP), Bárbara (Avaí) e Letícia (Corinthians);

Laterais: Giovanna (Avaldsnes-NOR), Poliana (São José), Tamires (Corinthians);

Zagueiras: Bruna Benites (Internacional), Daiane (Tacón-ESP), Erika (Corinthians), Kathellen (Bordeaux-FRA), Mônica (CFF Madrid-ESP);

Volantes: Formiga (PSG) e Thaisa (Tacón-ESP);

Meias: Aline Milene (Ferroviária), Luana (KSPO Women-COR) e Maria Alves (Juventus-ITA);

Atacantes:Andressa Alves (Roma), Bia Zaneratto (Incheon-COR), Chú (Changchun Dazhong-CHI), Debinha (North Carolina Courage-EUA), Ludmila (Atlético de Madrid-ESP), Marta (Orlando Pride-EUA) e Victória (Corinthians)

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Caso Rachel Genofre está “100% resolvido”, diz polícia, 11 anos após o crime

As forças de segurança do Paraná acreditam que o Caso Rachel Genofre está resolvido. As investigações estão prestes a completar 11 anos e ainda não foram concluídas. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (19), após a prisão de Carlos Eduardo dos Santos. O suspeito está detido em Sorocaba, no interior de São Paulo.

A certeza alegada pela PC-PR (Polícia Civil do Paraná) é fundamentada em análises de materiais genéticos. O DNA do suspeito é compatível com os rastros encontrados no corpo de Rachel Genofre. Assassinada em 2008, aos nove anos de idade, a menina foi encontrada dentro de uma mala deixada sob uma escada da rodoferroviária de Curitiba.

Em 11 anos, o Caso Rachel Genofre nunca esteve próximo de ser resolvido. Mesmo com a expressiva repercussão no Paraná e no Brasil, os caminhos da investigação nunca haviam chegado a conclusões. Vários homens foram presos, mas nenhuma suspeita se confirmou.

No entanto, o compartilhamento de dados científicos pode dar fim a uma história que se arrasta desde 2008.

“Para a polícia, o Caso Rachel Genofre está 100% resolvido”, afirmou o delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Paraná, Riad Farhat.

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Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná explicou os detalhes do compartilhamento de dados que levaram à identificação do suspeito. (Foto: Geraldo Bubniak/ANPr)

CAMINHOS DA INVESTIGAÇÃO

O delegado explicou, em coletiva de imprensa, que o alerta sobre Carlos Eduardo dos Santos veio do Instituto de Criminalística de São Paulo. O suspeito está preso em Sorocaba, no interior do estado paulista, e foi submetido a exames de DNA.

“Todo material genético colhido pelas forças de segurança passa a integrar um banco de dados nacional. Um software é responsável por fazer as análises e comparar as amostras disponíveis”, detalhou Riad Farhat.

Segundo o delegado-geral da PC-PR, um DNA não compatível com o de Rachel Genofre foi colhido no corpo da garota no dia em que o corpo foi encontrado, esquartejado e com sinais de agressões físicas e sexuais. O dono do material genético nunca havia sido identificado, mas a polícia agora acredita que ele pertence a Carlos Eduardo dos Santos, como indicam os exames preliminares.

MOTIVAÇÕES NÃO FORAM ESCLARECIDAS

A partir da possível identificação do suspeito, a PC-PR buscará a transferência dele para Curitiba. O objetivo é realizar o interrogatório e fazer a reconstituição do crime. O deslocamento depende da autorização da 2ª Vara de Execuções Penais de Sorocaba (SP).

“Não sabemos onde ela foi assassinada, nem o motivo. Só conseguiremos esclarecer os detalhes após o interrogatório do suspeito”, ponderou o delegado Marcos Pontes, responsável pela Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade do Paraná.

Mesmo sem ouvir o suspeito, a Polícia Civil não tem mais dúvidas sobre a autoria do crime.

“O Caso Rachel Genofre está encerrado. Ele será condenado”, sustentou Farhat.

FAMÍLIA DE RACHEL ACOMPANHA DESDOBRAMENTOS

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Família de Rachel Genofre acompanhou a divulgação das novas informações sobre o caso

Os pais de Rachel Genofre acompanharam nesta sexta-feira (19) o anúncio oficial sobre a suposta identificação do responsável pelo crime. Segundo a família da vítima, a maioria das perguntas ainda não foi respondida.

“Não temos muitas informações. São muitas coisas acontecendo e estamos processando tudo isso. Por um lado é um alívio, uma etapa vencida, mas agora precisamos ver a Justiça sendo feita”, apontou o pai de Rachel, Michael Genofre.

“Houve momentos de desesperança. A polícia estava bem longe de solucionar o caso, mas uma série de fatores confluíram para a resolução do caso. No entanto, por vários momentos ficamos bem cansados e assediados por uma série de teorias, mas agora chegamos em um novo momento”, concluiu.

Michael Genofre afirma que a família não está satisfeita com as informações prestadas até o momento, e que precisa avaliar com mais calma os novos desdobramentos antes de concluir que o caso está resolvido.

“11 anos é muito tempo”, resumiu o pai.

CASO RACHEL GENOFRE

Rachel Genofre desapareceu no dia 3 de novembro de 2008. O último paradeiro conhecido da garota, na época com 8 anos de idade, era em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa, na Rua Voluntário da Pátria, no Centro de Curitiba.

O corpo de Rachel foi localizado dois dias depois, em 5 de novembro. Esquartejado, com sinais de estrangulamento e violência e sexual, o corpo foi encontrado dentro de uma mala, que foi deixada embaixo de uma escada da Rodoferroviária de Curitiba.

A identidade foi confirmada após exame de perícia do IML (Instituto Médico-Legal). O Instituto de Criminalística foi acionado por fiscais e policiais militares, após dois indígenas que dormiam na rodoviária se depararem com a mala suspeita.

Mostra ‘Eliseu Lacerda’ conta história através do cinema

 

Nesta terça-feira, 17, o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, em Curitiba, lançou a “Mostra de Cinema Professor Eliseu Lacerda’’ com a exibição dos documentários “Notícias da Rainha”, “ A que deve a honra da ilustre visita este simples marquês’’ e “ Vozes do meu vale’’. A temática conta parte da história do Paraná e do Brasil, mostra é uma homenagem ao professor Eliseu Lacerda e membros e associados do instituto, intelectuais e estudiosos além dos familiares de Lacerda. O ex-governador Mário Pereira, engenheiro eletricista, prestigiou a mostra.

A mostra é uma extensão do projeto “O cinema conta história’’ idealizado por Eliseu Lacerda em 2010. “Eliseu Lacerda teve a ideia do instituto promover a difusão da história por meio de documentários de curtas ou de médias metragens e então criamos o projeto “O cinema conta história’’. Nesta segunda fase, lançamos hoje essa mostra de cinema que será repetida anualmente e levou o nome de seu idealizador’’, conta o general José Rodrigues, diretor cultural do instituto.

“Hoje rememoramos o nosso associado Eliseu Lacerda que foi muito importante para o instituto. Esses documentários provavelmente servirão para o futuro e o instituto está sempre aberto para todos que queiram mostra o seu trabalho nas áreas da história e geografia. Tudo será sempre muito bem apreciado porque o instituto representa a cultura, a etnologia e outras questões ligadas ao Paraná”, disse o presidente Paulo Roberto Habner.

Homenagem – A proposta de nominar a mostra e a seleção de filmes partiu de Saulo Adami, associado do instituto. “Uma sugestão que foi aprovada para a primeira mostra de cinema Professor Eliseu Lacerda, uma homenagem ao criador do projeto. Segundo Saulo Adami, a mostra representa a cultura e a etnologia, o que considera, aspectos muito importantes para a história do Paraná e do Brasil.

Ainda de acordo Saulo Adami, o projeto “O cinema conta história’’ terá exibições a cada três meses no decorrer do ano. A mostra, por sua vez, ocorrerá anualmente durante o mês de setembro e trará novos filmes a cada edição.

A importância do evento foi destacada pelo presidente do instituto e desembargador Paulo Roberto Hapner. “O instituto sentiu-se grandemente honrado em festejar essa data em homenagem ao Eliseu Lacerda. Ele foi idealizador de vários projetos, o que inclui esta mostra de cinema. Os documentários são importantes porque trazem fatos reveladores da história e da geografia do Paraná’’.

Família – Carlos Sebastian Noziglia Lacerda, um dos filhos de Eliseu Lacerda, explicou o sentimento da família pela realização do projeto “Para nossa família é uma felicidade muito grande estar aqui hoje. É uma experiência muito rica, tudo o que a gente pode presenciar aqui com esses vídeos foi maravilhoso’’, dosse.

Presentes no evento, os três filhos de Eliseu Lacerda receberam uma placa comemorativa em homenagem ao pai. Pilar Emili Noziglia Lacerda (engenheira agrônoma), Andrea Alice Lacerda Pegorini (engenheira química) e Carlos Sebastian Noziglia Lacerda (engenheiro civil). Como o pai, todos são também engenheiros de segurança do trabalho.

Em sua fala, Carlos fez questão de relembrar a figura do pai, falecido em 2010. “Ele era um historiador, deixou histórias e marcas para a família e a todos por seu trabalho e interesse pelas boas causas. Por onde a gente vai, conversamos com as pessoas e elas contam alguma história do meu pai, seja engraçada ou algo que aconteceu. Para nós, os filhos, é muito bacana e emociante representar seu legado’’.

Quem foi Eliseu Lacerda

Eliseu Lacerda (1941-2010), engenheiro florestal, pós graduado em economia florestal e especialista em fotogrametria além de fotointerpretação. Ao longo do seu trabalho, o professor expôs seus conhecimentos na Universidade Estadual do Paraná, Universidade de Alfenas (MG) e Universidade do Contestado (SC). Em 1975, tornou-se membro da diretoria do Crea/PR, atuando diversas vezes como presidente do conselho. Em 1976 e 1986 foi membro do Instituto de Engenharia do Paraná. No ano de 1976, recebeu o certificado de “serviços relevantes prestados à Nação’’ pela  Conselho Federal de Engenharia e Agronomia. Em 1977, recebeu a placa de prata também pelo Crea/PR pelos “serviços relevantes prestados à engenharia do Paraná’’. Ganhou em 1998 o diploma de “Pioneirismo na Engenharia Florestal, no Brasil pela Apef’’. Eliseu Lacerda também participou de mais de 70 congressos, nacionais e internacionais, possui cinco citações bibliográficas em âmbito nacional e internacional, e três colaborações em trabalhos científicos sobre “mecanização e explotação florestal e “segurança do trabalho’’. Eliseu tornou-se membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná em 2005 e permaneceu até 2009.

O instituto

Criado em 1900, o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná surgiu a partir da realidade político econômica e sócio-cultural do estado. O objetivo principal, dentro de vários outros, é a construção do imaginário regional de integração os imigrantes europeus no Paraná.

Davi Alcolumbre - STF - Polícia Federal

Davi Alcolumbre critica ação da PF e diz que Senado questionará STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), criticou a operação de busca e apreensão executada pela Polícia Federal em residências e gabinetes do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e do deputado Fernando Filho (DEM-PE), filho dele, nesta quinta-feira (19).

Alcolumbre disse que o Senado vai apresentar questionamentos ao STF (Supremo Tribunal Federal). A operação foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso e, segundo a defesa dos Bezerras, mesmo com a Procuradoria-Geral da República tendo dado opinião contrária às buscas.

“Há um entendimento no Supremo Tribunal Federal que a operação realizada precisa ter conexão com o mandato. A determinação de um ministro do STF de entrar no gabinete da liderança do governo no Senado Federal… A liderança é um espaço do governo federal. Só que em 2012 e 2014, período a que a operação se refere, Fernando Bezerra não era senador, muito menos líder do governo. Sete anos depois, um mandado de busca e apreensão?!”, disse Alcolumbre ao mencionar uma das perguntas  que serão apresentadas oficialmente ao STF.

O presidente do Senado disse que vai defender a Casa como instituição e também lembrou do esforço que tem feito para garantir que não haja uma crise institucional entre Legislativo e Judiciário.

“O STF, como instituição, mais do que nunca, sabe o que o Senado tem feito para manter equilíbrio e a independência. Peço reflexão do STF, de um ministro, não é de todo o tribunal, em relação a esta decisão.”

Desde o início do ano, Davi Alcolumbre tem segurado reiterados requerimentos para criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar integrantes da suprema corte, a CPI da Lava Toga.

“Continuo me manifestando contrário a ela [a CPI]. Precisamos ter consciência do momento que estamos vivendo. Eu sou contrário, acho que o Brasil não precisa disso. O Brasil espera muito mais que uma CPI para enfraquecer as instituições, porque, no final, isso é para enfraquecer todos nós”, disse  Alcolumbre.

O presidente do Senado considerou um gesto de grandeza Bezerra Coelho ter deixado seu cargo à disposição do presidente Jair Bolsonaro, mas afirmou que, pela conversa que teve com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), não há intenção imediata do Palácio do Planalto em trocar o líder no Senado e que a situação será analisada até a semana que vem.

Whitesnake - Vocalista - David Coverdale

Vocalista do Whitesnake quer continuar cantando sobre sexo aos 67 anos

“Minha mulher me proibiu de usar a palavra aposentadoria”, diz David Coverdale, o bem-humorado vocalista que já passou pelo Deep Purple nos anos 1970, mas é conhecido pelas mais de quatro décadas à frente do Whitesnake.

Aos 67 anos, ele flerta com a aposentadoria há algum tempo, só que em 2019 não só lançou um disco de inéditas com sua banda como voltou a fazer turnês pelo mundo. Neste mês, o Whitesnake tem shows marcados em festivais no Rio de Janeiro (Rock in Rio) e em São Paulo (Rockfest).

O retorno ao Brasil, país pelo qual se diz apaixonado, vem depois de que uma doença que quase afastou Coverdale dos palcos de vez. Foi no fim de 2016, quando as dores que ele sentia nas pernas ficaram insuportáveis. “Olhei para a minha mulher e disse: ‘Não consigo mais fazer isso’.”

Coverdale sofria de uma artrite degenerativa –”há mais tempo do que consigo lembrar”, ele afirma– e, no primeiro semestre de 2017, foi submetido a cirurgias para implantar próteses de titânio nos dois joelhos.

Naquele ano, inteiramente dedicado ao processo de recuperação, o vocalista compôs 18 músicas para o novo álbum do Whitesnake. “Flesh & Blood”, lançado em 2019, destaca a sonoridade característica de hard rock com influência de blues e glam da banda.

Para os shows no Brasil, o vocalista diz ter comprado novos microfones para conseguir captar o coro do que chama de “plateia mais alta do mundo”. “É uma conexão muito forte, vai além da performance”, derrete-se. “A maneira como o brasileiro faz festa é incrível, apesar de todas as adversidades e desafios.”

Coverdale afirma que está se informando diariamente sobre a política brasileira, mas não se sente confortável para falar sobre o assunto. “Sou músico, um entertainer, não tenho que dizer como vocês devem governar seu país”, diz. “Mas vocês continuam tendo alma. São um povo que se recusa a ser subjugado.”

O Whitesnake volta ao Rock in Rio depois de ter tocado na primeira edição do festival, em 1985. Na ocasião, a banda despontava como expoente do glam metal, vertente roqueira que não economizava no glitter e nas calças apertadas.

Daquele períodos, baladas como “Is This Love” e “Here I Go Again” –até hoje clássicos das FMs– e hits como “Still of the Night” seguem intocáveis nos setlists do grupo.

O Whitesnake foi a trilha da juventude em uma época forte da MTV americana. Hoje, Coverdale confessa estar completamente por fora do que acontece com o rock.

“Não sei se ainda reflete o espírito dos jovens, mas os temas do rock clássico ainda ressoam nas pessoas”, analisa, citando Led Zeppelin e Deep Purple como influências presentes em novas bandas.

Talvez por isso as letras sobre sexo e romance continuam até hoje em sua obra. “Jornalistas me perguntaram como me sentia tendo 67 anos e cantando ‘vem cá, baby'”, diz. “Pensei: ‘Meu Deus, isso é tão velhofóbico’. Quer dizer que quando você chega a uma certa idade precisa parar de transar? Não aconteceu comigo!”

deltan dallagnol lava jato stf

OUÇA: Deltan diz estar cansado com ‘recentes dificuldades’ e que não há heróis na Lava Jato

Deltan Dallagnol disse, nesta quinta-feira (19), que está cansado das ‘recentes dificuldades da Lava Jato‘ e que não há heróis na operação. O coordenador da força-tarefa em Curitiba também criticou o STF (Supremo Tribunal Federal) na decisão que derrubou o caso de Alberto Bendine e, mais uma vez, se manifestou contra as mensagens publicadas pelo Intercept Brasil.

Deltan deu uma palestra, com duração de uma hora, no Congresso Paranaense de Radiodifusão. Ele não atendeu os jornalistas, mas foi aplaudido em diversas vezes durante sua fala.

O evento, que tem um custo de R$ 350, ainda terá a presença do ex-juiz federal Sergio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, nesta sexta.

Confira os áudios de Deltan e os assuntos abordados por ele na palestra de hoje:

LAVA JATO: SEM HERÓIS E CANSADO DAS ‘DIFICULDADES’

“Sabe essa história que a Lava Jato tem heróis? É uma mentira e é péssima. Nenhum grupo de pessoas vai mudar o país, está claro isso. Quando tem heróis, as pessoas se colocam como expectadores e ficam esperando o duelo de titãs. A gente, na Lava Jato, tem um poder extremamente limitado e pequeno, não se compara ao poder das pessoas que estão em Brasília”, disse em tom de desabafo.

Além disso, Deltan também revelou que já pensou em sair da operação.

“Nesses últimos meses, algumas vezes tive vontade de sair da Lava Jato e ter uma vida menos tumultuada. Depois de cinco anos, me sinto cansado e as recentes dificuldades fazem isso aflorar”, disse. “Mas quando tenho vontade de desistir, eu lembro do meu propósito: reduzir a corrupção e construir um país melhor. Isso faz tudo valer à pena. As pressões, os riscos, as ameaças, o cansaço e o sacrifício”, completou.

Escute os áudios de Deltan:

STF E CASO BENDINE

Deltan Dallagnol também criticou nesta quinta-feira (19) a decisão recente do STF (Supremo Tribunal Federal) que anulou a condenação de Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil.

Condenado a 11 anos de prisão por Moro, Bendine respondeu por corrupção e lavagem de dinheiro. Entretanto, no final de agosto, os ministros do STF anularam a sentença.

De acordo com o Supremo, Bendine não foi ouvido na fase correta da instrução penal, o que prejudicou o direto à ampla defesa. Com a decisão, o STF mandou o processo novamente para a 1ª instância. Agora, caberá ao juiz federal Luiz Antônio Bonat, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, reavaliar a ação penal.

A anulação desagradou a força-tarega da Lava Jato. Segundo os procuradores, outras 32 sentenças podem ser anuladas a partir dessa decisão.

“Temos uma decisão recente, que anulou uma condenação da Lava Jato com base em uma nova regra. O fato é que essa regra nunca existiu antes. Não estava nos códigos, nas leis e ninguém nunca tinha falado dessa regra, que é aplicada e derruba tudo. Derruba o caso Bendine e pode derrubar outros casos”, disparou Deltan.

“Chega lá [no STF] e tem entendimento diferente, novo, com o qual a gente não contava na investigação e derruba [o processo] para trás. Isso é contraproducente”, acrescentou.

DELTAN: INVESTIGAÇÕES NO CNMP

Por fim, Deltan ainda revelou que, segundo bastidores, dois procuradores (Lauro Nogueira Machado e Dermeval Farias Gomes) foram rejeitados justamente porque votaram seu favor no passado. O coordenador da Lava Jato em Curitiba vem sendo alvo de reclamações disciplinares no CNMP e corre risco de ser afastado.

“Temos um péssimo ambiente nesse momento e ainda soma-se o ambiente de revanchismo, que aumenta a possibilidade de eu e outras pessoas serem punidos em diferentes âmbitos, como no Conselho Nacional do Ministério Público”, completou Deltan.

FORÇA DA LAVA JATO EM 2019 E O INTERCEPT

Mais uma vez, Deltan voltou a defender a Lava Jato dos ataques sofridos após a publicação de mensagens feita pelo site The Intercept Brasil e outros veículos. O procurador classificou toda a série de reportagens como ‘série de acusações falsas, com base em mensagens descontextualizadas ou deturpadas’.

Para completar, ainda ressaltou o grande trabalho feito na Operação em 2019.

“O trabalho continua e em pleno vigor. Apenas neste ano, já oferecemos 19 acusações criminais, mais que em três anos inteiros da Lava Jato. Só neste ano, a Lava Jato vem recuperando o valor de R$ 2 bilhões por meio de acordos de leniência. E existem outros acordos em negociação. Se tomarmos os 10 maiores acordos da história brasileira de recuperação de valores, oito foram celebrados pela Lava Jato em Curitiba”, finalizou.

Itaipu investirá R$ 55 milhões no aeroporto de Foz

 

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva Luna, se comprometeu a repassar ainda este ano a primeira parte do desembolso previsto para a obra de ampliação da Pista de Pouso e Decolagem (PPD) do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. O custo global é de R$ 70 milhões, dos quais R$ 55 milhões serão investidos pela binacional.

Essa ampliação permitirá que o aeroporto de Foz do Iguaçu se torne, de fato, um hub na América do Sul, com conexão direta aos países sul-americanos, europeus e norte-americanos. Pela localização geográfica privilegiada, o destino teria, assim, todas as condições para se tornar uma das principais portas de entrada de turistas estrangeiros no Brasil e uma das maiores na América do Sul.

O apoio às obras do aeroporto foi dado pelo diretor-geral de Itaipu ao governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior, durante uma reunião em Foz do Iguaçu, na noite desta terça-feira (17), da qual participaram, também, o diretor de Coordenação e Meio Ambiente da binacional, general Luiz Felipe Carbonell, e o presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento, Eduardo Bekin.

O anúncio oficial da parceria deve ocorrer em cerimônia no Palácio Iguaçu, em Curitiba, na semana que vem, com a presença também de representantes da Infraero.

Mais um grande legado

Hoje, já está em vigência um convênio para a duplicação da pista de acesso ao aeroporto e de ampliação do pátio de cargas de aeronaves. Já a ampliação da Pista de Pouso e Decolagem precisa ser oficializada por meio de outro convênio, do qual Itaipu já mostrou interesse em participar.

Segundo o general Silva e Luna, com a ampliação do aeroporto, que hoje tem entre seus “gaps” a falta de infraestrutura para o fluxo de chegada e saída de grandes aeronaves, essa obra será uma das mais importantes para Foz do Iguaçu, pois vai garantir uma reconfiguração do perfil turístico de todo o Destino Iguaçu, que inclui os municípios vizinhos da Argentina e Paraguai.

“É uma obra de importância similar à da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, financiada por Itaipu, porque vai atrair mais turistas estrangeiros e movimentar toda a economia da região”, afirmou Silva e Luna. Ele lembrou que o apoio de Itaipu a obras que deixem legado para a população segue as diretrizes do governo Bolsonaro.

 

Reflexos

O general Luiz Felipe Carbonell, cuja diretoria ficará diretamente ligada às obras no aeroporto, lembrou que a ampliação do terminal trará grandes reflexos para Foz do Iguaçu.

O principal deles é que a cidade terá total independência de outros aeroportos brasileiros, como os do Rio e de São Paulo, no fluxo de chegada e saída de voos internacionais, evitando que os viajantes precisem fazer conexões para chegar à cidade e à fronteira. “É um ganho imensurável para Foz do Iguaçu e região, além de todo o Paraná”, disse.

Nesta semana, a Infraero entregou o plano de trabalho com o cronograma previsto para a obra. Agora, é preciso oficializar o convênio e, depois disso, lançar o edital.

Adequação

De acordo com estudos, a adequação do aeroporto de Foz permitirá que o terminal receba aeronaves de grande porte, fazendo com o destino se a assemelhe em termos de competividade, por exemplo, com a Cidade do Panamá, hoje um dos mais importantes hubs globais da América Latina.

No aeroporto de Foz, o maior gap está na decolagem, porque a pista atual é insuficiente para que grandes aviões possam levantar voo. Com a pista ampliada e a modernização do terminal, o problema seria resolvido, o que garantiria ainda a continuidade do aumento do número de passageiros, acima dos limites de pro…

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Chuva de granizo: sobe para 18 mil o número de afetados no Paraná

A Defesa Civil do Paraná atualizou as vítimas da chuva de granizo no Paraná e agora calcula 18.088 pessoas afetadas. Os novos dados foram atualizados às 17h44 desta quinta-feira (19).  Ao todo, 24 municípios foram atingidos e 328 pessoas ficaram desabrigadas. Segundo o órgão, o granizo em Curitiba prejudicou diretamente 1.400 pessoas.

A tempestade afetou, sobretudo, cidades da Região Metropolitana de Curitiba e dos Campos Gerais, na região central do Paraná. Granizo e vendaval foram as principais causas dos estragos.

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Ana Flávia Silva/BandNews FM Curitiba

O chefe do Centro Estadual de Gerenciamento de Risco de Desastres, capitão Anderson Gomes das Neves, destaca que não houve feridos durante a chuva de granizo. No entanto, a possibilidade não foi totalmente descartada.

“Tivemos a entrada rápida desta frente fria que trouxe muita chuva para a região. Na realidade, houve muito granizo. Isso acaba afetando principalmente as casas com telhas laminadas”, disse o capitão da Defesa Civil ao Paraná Portal.

Chuva de granizo em Curitiba

Curitiba foi uma das cidades mais afetadas pela chuva de granizo desta quarta-feira (19). As regiões sul, norte e leste da capital foram as mais afetadas.

A Defesa Civil do Paraná estima que 1.400 pessoas foram diretamente afetadas pelas intempéries. Apenas na capital, 340 casas foram danificadas pelos alagamentos ou pelas telhas quebradas devido ao ganizo.

Casas danificadas no Paraná

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Ana Flávia Silva/BandNews FM Curitiba

Na quarta atualização da Defesa Civil do Paraná desde o início dos temporais, foram calculadas quase 5 mil casas afetadas pelo granizo e vendaval.

O caso mais grave foi registrado em Piraquara. Neste município da Região Metropolitana de Curitiba, uma casa foi completamente destruída pela chuva.

Houve, ainda, a contagem de 4.996 casas afetadas em todo o Paraná. Carambeí, nos Campos Gerais, lidera as ocorrências: cerca de 2.000 residências ficaram danificadas pela força da chuva de granizo.

“Esses eventos geralmente acontecem de forma muito rápida. O granizo e o vendaval afetaram com força Carambeí, levantando e quebrando muitas telhas. Por isso, o número alto”, analisou o capitão Anderson Gomes das Neves.