echo '' ; Geral - Página 6318 de 6352 - Paraná Portal

Carro de luxo que pertencia a Youssef será leiloado pela Polícia Federal

Um carro de luxo que pertencia ao doleiro Alberto Youssef vai a leilão na próxima quarta-feira (04). O veículo Mercedes Benz foi apreendido pela Polícia Federal durante os mandados de busca e apreensão da Operação Lava Jato.

O lance inicial será de 135 mil reais e caso não haja interessados, outro leilão será feito no dia 18 de maio. O valor inicial do lance nesta data será a metade do realizado no primeiro evento, ou seja, 67 mil e 500 reais.

O automóvel será leiloado por determinação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instancia. Youssef está preso na carceragem da PF, em Curitiba, desde o dia 17 março de 2014, data em que foi deflagrada a operação Lava Jato. Ele é acusado de comandar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras e que teria movimentado R$ 10 bilhões de reais.

Os lances serão feitos pela internet a partir das duas horas da tarde de quarta-feira. O edital completo pode ser consultado no site www.nogarileiloes.com.br

Homem simulava acidentes com carretas da empresa onde trabalhava para roubar a carga

Um motorista suspeito de participar de um esquema de desvio de cargas de perfumes em, pelo menos, quatro estados do país foi preso pela equipe da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC), na noite de sábado (30), em sua residência no bairro Tatuquara, em Curitiba. De acordo com as investigações, em apenas um mês, cinco carretas com produtos da mesma empresa foram acidentadas propositalmente para simular o roubo da carga. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 17 milhões.

Marcos Cézar Munarin, de 34 anos, é motorista da empresa que faz o transporte de perfumes para uma fabricante de cosméticos. Segundo a polícia, o tombamento de carreta era usado como uma estratégia da quadrilha para forjar um acidente e roubar a carga. Os produtos eram levados para diversos estados, onde eram vendidos para comércios de bairros realizarem revendas ou até mesmo comercializados através de sites na internet.

De acordo com o delegado da unidade, Rafael Vianna, o esquema pode envolver transportadoras, motoristas e até mesmo funcionários da empresa prejudicada. “As investigações continuam com o intuito de identificar e localizar as demais pessoas envolvidas no esquema”, acrescenta o delegado. O motorista detido responderá pelos crimes de receptação, associação criminosa e roubo. O esquema também é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais e da Bahia.

Governo Temer teria propostas sociais e ênfase nas exportações

Privatizações, mais ênfase em exportações e relançamento de programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) são algumas das medidas que o vice-presidente Michel Temer pretende tomar caso o Senado Federal decida pelo afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Após lançar, em outubro do ano passado, o documento Uma Ponte para o Futuro, que continha reflexões gerais sobre o momento político e econômico brasileiro, o PMDB preparou nos últimos dias outro conjunto de propostas, dessa vez com ênfase nas áreas sociais.

Chamado de A Travessia Social e elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães, presidida pelo ex-ministro da Aviação Civil Moreira Franco, o documento é uma antecipação do que Temer pretende fazer em relação a praticamente todos os programas sociais dos governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff se assumir o Palácio do Planalto.

Um dos pontos do documento prevê o aumento da eficiência dos programas sociais, com foco principalmente na parcela mais pobre da população. No caso do Bolsa Família, o alvo seria os 10 milhões de brasileiros que compõem os 5% mais pobres da população. Para os 70 milhões que estão na faixa entre os 40% e 50% mais pobres, a prioridade será aprimorar a entrada no mercado de trabalho. O documento também prevê a criação de um programa de certificação de capacidades, com formação anual para trabalhadores, empregados ou não.

O PMDB pretende relançar o Minha Casa, Minha Vida e o Pronatec. O primeiro deverá ter também foco nos mais pobres. Já o Pronatec será avaliado quanto ao impacto na melhoria do emprego e na renda do trabalhador. Ambicioso, o programa peemedebista propõe uma revisão dos programas conduzidos pelo atual governo, mas não dá detalhes sobre a execução dessas reformas. “O ponto fraco é a falta de uma cultura de avaliação que produza consequências. O importante é que os benefícios precisam chegar aos destinatários e os custos de administração dos programas devem ser os mais baixos possíveis”, diz o texto.

Privatizações

Na maioria das áreas, o documento defende mais proximidade entre governo e setor privado. “O Estado deve transferir para o setor privado tudo o que for possível em matéria de infraestrutura”, diz um trecho do programa. Em outro ponto, o texto diz que as áreas de maior atração de investimentos privados serão “as concessões de infraestrutura e a criação de bens de alto benefício social por meio de arranjos institucionais público-privados, nas áreas de habitação popular, de saneamento e transporte urbano de alta qualidade”.

Em A Travessia Social, o PMDB também diz que o Estado deixará de ser o provedor direto de bens públicos e que deverá ter foco em prover apenas o que o mercado não consegue. “O governo estará empenhado na criação e na melhoria dos bens públicos à disposição da população, em especial das populações mais pobres, mas não será mais seu provedor direto, para poder concentrar-se em saúde, educação, segurança pública e proteção social, que são bens públicos que o mercado tem dificuldades de prover”, de acordo com o texto.

As privatizações são citadas, inclusive, como sugestão para melhorias nos serviços de saúde. “É preciso identificar oportunidades de colaboração com o setor privado, para desenvolver parcerias público-privadas com compartilhamento de riscos operacionais e financeiros, para estimular aumentos de produtividade e ganhos de eficiência”, diz o documento.

Para o PMDB, é necessária uma nova lei de licitações e mudanças em outras normas que regulam as relações com o setor privado.

Ajuste fiscal

De acordo com o programa de Temer para a área social, “o aprofundamento da contração do gasto público e a busca de superávits fiscais a qualquer preço podem não ser o melhor caminho” para as contas públicas. O partido vê na aprovação, pelo Congresso Nacional, de medidas de equilíbrio fiscal como “um esforço bem-sucedido de crescimento”.

“Sem o peso das atuais restrições estruturais, vamos poder aliviar a contração da economia, estimular a iniciativa privada e começar um longo esforço para proteger os mais vulneráveis dos efeitos da crise e começar a tornar mais suportável a vida das grandes maiorias nas cidades”, diz a proposta peemedebista.

Mercado externo

Para o partido, os “motores possíveis para o novo crescimento do país” são o investimento privado e as exportações. “As exportações devem se tornar uma parte importante de nossa economia e uma fonte permanente de empregos bem remunerados para nossa população”.

No documento, o PMDB também aponta que, para tornar o setor industrial competitivo, é necessário revisar o sistema tributário, atualizar as regras trabalhistas.

O programa também defende mais análise sobre a inserção do Brasil em acordos regionais de comércio. “Esses acordos regionais são uma arquitetura aberta, à qual podemos ou devemos aderir, com o pesado custo de ter que aceitar regras em cuja definição não tivemos qualquer participação. Vamos pagar o custo de ter chegado tarde por culpa exclusivamente nossa, e talvez venhamos a encontrar agora um ânimo mais protecionista nos países centrais”.

CRÍTICA

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, criticou as propostas do PMDB para a educação. Segundo Mercadante, as ideias, apresentadas no documento A Travessia Social, são “um passo em direção ao passado e não ao futuro”.

Na educação, o partido sugere, por exemplo, a bonificação de professores, por meio de um programa de certificação federal dos profissionais do ensino fundamental e médio. Pela proposta, a União passaria a custear um pagamento adicional à remuneração regular de acordo com os resultados dos docentes. Segundo Mercadante, iniciativas semelhantes não deram bons resultados. “Internacionalmente, academicamente, as pesquisas não mostram que essa é uma política de resultados seguros. Mesmo experiências no Brasil, como em São Paulo, não tiveram o que se esperava em termos de retorno”, disse.

Orçamento

O petista também criticou a possibilidade de desvinculação de recursos para a educação. A questão é tratada no documento Uma Ponte para o Futuro, divulgado pelo PMDB em outubro do ano passado. No texto, o partido de Temer diz ser “necessário, em primeiro lugar, acabar com as vinculações constitucionais estabelecidas, como no caso dos gastos com saúde e com educação, em razão do receio de que o Executivo pudesse contingenciar, ou mesmo cortar esses gastos em caso de necessidade”.

“A desvinculação de receita é um grave retrocesso. É um desmonte do PNE [Plano Nacional de Educação], que é uma estratégia extremamente ousada”, disse Mercadante. O PNE estabelece que até 2024, o Brasil invista pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. Atualmente, o investimento é de 6,2%. “A meta 20 [que trata do financiamento] não está resolvida. O que o PNE diz é que precisaríamos de mais receitas para educação”, ponderou o ministro.

A Constituição estabelece que União invista um mínimo de 18% do que arrecada em educação e, estados e municípios, 25% de suas receitas. O fim do mínimo constitucional e a desvinculação de receita, segundo Mercadante, inviabilizaria também a Lei do Piso [Lei 11.738/2008], que define um mínimo a ser pago aos professores. Estados e municípios já manifestaram dificuldades em cumprir a lei.

Sociedade civil

Além de Mercadante, as possíveis mudanças na condução das políticas de educação também foram alvo de críticas de entidades que atuam na área. Para o Fórum Nacional de Educação (FNE), composto por 50 entidades representantes da sociedade civil e do Poder Público, a medidas peemedebistas “são contrárias a tudo o que o movimento educacional aponta para a educação”, de acordo com o coordenador da entidade, Heleno Araújo.

“Investir no melhor desempenho [do professor] e deixar de colocar receita [na educação] é um prejuízo geral do PNE. São políticas paliativas que tentam encobrir a falta de financiamento da educação”, acrescentou Araújo.

A presidente-executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, também apontou problemas nas propostas do PMDB para o setor. “A desvinculação de recursos da educação em um momento em que não se cumpriram sequer as agendas do século passado, em que ainda temos mais de 3 milhões de crianças fora da escola e a minoria aprende o que tem direito, é retrocesso”, disse.

Em relação às bonificação de professores, Priscila disse que a questão é polêmica. Embora bem-sucedida em alguns países, segundo ela, “não há evidência de que a política ajudou a avançar a educação”. A diretora do Todos pela Educação disse que melhorar a formação de professores e tornar a carreira mais atrativa são medidas mais efetivas. O bônus, segundo Priscila, funciona “em países que conseguiram fazer a lição de casa mais forte na base, em que a carreira de professor é muito disputada”, o que não é o caso do Brasil.

Propostas de Temer

Em relação à desvinculação de receitas para educação, o PMDB diz que, no Brasil, a maior parte do Orçamento chega ao Congresso para ser discutido e votado, com a maior parte dos recursos já comprometidos ou contratados, seja por meio de vinculações constitucionais, seja por indexação obrigatória dos valores.

“Assim, a maior parte das despesas públicas tornou-se obrigatória, quer haja recursos ou não. Daí a inevitabilidade dos déficits, quando os recursos previstos não se realizam, ou porque as receitas foram superestimadas, ou porque houve retração na atividade econômica, e, portanto perda de receitas”, diz trecho de Um Ponte para o Futuro.

Já no documento A Travessia Social, o partido de Temer diz que o governo federal precisa “de um protagonismo muito maior do que tem tido até hoje, para assegurar que, na diversidade do país, as crianças brasileiras, onde quer que vivam, tenham as mesmas oportunidades de educação e de conhecimento”.

Fonte: Agência Brasil

Assembleia rejeita proposta de emenda ao Regimento Interno vedando reeleição de membros da Mesa

A Assembleia Legislativa começou a analisar nesta segunda-feira (2) as emendas apresentadas ao projeto de resolução nº 38/2015, assinado pela Comissão Executiva, instituindo o novo Regimento Interno da Casa. Por 29 votos contra 19, o Plenário rejeitou a emenda nº 52 apresentada pelo deputado Nereu Moura (PMNDB), que vedava a reeleição de membros da Mesa para o mesmo cargo na mesma Legislatura. A modificação, se fosse aceita, passaria a vigorar a partir de 2019, portanto, na próxima Legislatura.

Com 43 votos favoráveis, foi aprovada a emenda nº 115, de autoria do deputado Felipe Francischini (SD) inserindo a expressão “mudança de partido de um dos membros” no parágrafo 1º do art. 16 do RI. Isso resolve problema já verificado anteriormente em relação à mudança de sigla por parlamentar integrante de bloco partidário. Com a emenda, o texto define que “no caso de renúncia, mudança de partido de um de seus membros ou cassação de mandato de parlamentar que importar para o bloco a perda do número mínimo de funcionamento, os deputados remanescentes terão até 30 dias, contados da renúncia ou da data da cassação do mandato para se reorganizarem em novo bloco”.

Outra emenda que leva a assinatura do parlamentar e que foi aprovada altera o prazo para que o deputado não empossado na sessão de instalação da Legislatura faça o seu compromisso, o que se dá, por exemplo, no caso da posse do suplente. Esse prazo muda de 15 para 30 dias, em simetria com a regra adotada pela Câmara Federal.

A emenda nº 1, de autoria do deputado Tercílio Turini (PPS), inserindo inciso ao artigo nº 19 a fim de estabelecer nova prerrogativa aos líderes partidários – solicitar a suspensão dos trabalhos por até 15 minutos para discussão, entre os membros da bancada, de tema abordado em sessão plenária – foi aprovada com 44 votos favoráveis. Entre as quatro emendas apresentadas pelo presidente da Comissão Executiva, deputado Ademar Traiano (PSDB), todas elas aprovadas, está a emenda de número 28, que separa as previsões do art. 10 em dois artigos, com o intuito de facilitar a compreensão das suas disposições e inclui dispositivo prevendo a possibilidade de realizar a sessão preparatória no dia 1° de fevereiro, mediante a apresentação de requerimento. Embora se trate de prática já adotada pela Casa, ela ainda não tinha previsão regimental.

Procurador manda arquivar citação a Francischini

Na mesma petição em que sugere a abertura de inquérito no STF para investigar o deputado federal Marco Maia e o ex-senador Vital do Rego, citados na delação premiada do senador Delcídio Amaral como os parlamentares responsáveis por blindar as empreiteiras na CPMI da Petrobras em troca de propina, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot pediu o arquivamento da investigação quanto ao deputado paranaense Fernando Francischini (SD).

Em seu termo de colaboração, Delcídio do Amaral citou que, durante a CPMI da Petrobras, na época, muitos empresários ligados a obras da Petrobras foram convocados para depor e os membros da CPMI pediram dinheiro para campanha em troca da derrubada desses requerimentos. Delcídio informou sobre a realização de reuniões com os empresários dos quais participaram Marco Maia, Fernando Francischini, Vital do Rego e Gim Argelo, então vice-presidente da CPMI.

Janot, no entanto tentou confirmar a versão de Delcídio com o delator Julio Camargo, que confirmou a participação de Vital do Rego, Marco Maia e Argello, mas disse não ter conhecimento do envolvimento de Fernando Francischini nos delitos. “Prevalece a máxima de que a mera referência a terceiros em conversa alheia desacompanhada de outros elementos de convicção e em aparente conflito com a versão dos colaboradores mencionados não autorizam a realização de investigação”, afirma o procurador, que ainda determinou a remessa da denúncia contra Gim Argello para a 13ª Vara Federal de Curitiba, onde o ex-senador já é alvo de processo.

MPF também quer investigar Edinho Silva, Vital do Rego e Marco Maia

Além dos pedidos de inquérito contra Aécio Neves e Eduardo Cunha, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu, nesta segunda-feira, abertura de inquérito para apuração de fatos atribuídos ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, ao ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego e ao deputado Federal Marco Maia.

Edinho, tesoureiro da campanha de reeleição de Dilma Rousseff, foi citado pelo senador Delcídio do Amaral em colaboração premiada como um dos envolvidos no esquema chamado por ele de “novo filão de pagamentos de propinas”.

Delcídio do Amaral disse que pediu recursos ao então tesoureiro para pagar dívidas da campanha eleitoral de 2014 com as empresas FSB e BlackNinja, no valor total de R$ 1 milhão. Segundo ele, quando havia dificuldades de repasse pelo PT nacional, era Edinho Silva quem resolvia. Conforme a colaboração premiada, Edinho Silva disse para as empresas credoras apresentarem notas fiscais relacionadas às respectivas dívidas, figurando como tomadora de serviço a empresa EMS.

Já no Termo de Colaboração 17, Delcídio do Amaral citou especificamente a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou os fatos relacionados com a Petrobras em 2014 e tinha como presidente Vital do Rego. Segundo ele, na época, muitos empresários ligados a obras da Petrobras foram convocados para depor e os membros da CPMI pediram dinheiro para campanha em troca da derrubada desses requerimentos.  Delcídio informou sobre a realização de reuniões com os empresários dos quais participaram Marco Maia, Fernando Francischini, Vital do Rego e Gim Argelo, então vice-presidente da CPMI.

No pedido de inquérito, o procurador-geral explica que a análise das informações de Delcídio do Amaral exige uma visão panorâmica da investigação, particularmente porque alguns dos citados são colaboradores da Operação Lava Jato. “Julio Camargo confirma o relato de Delcídio do Amaral em relação à eventual participação do deputado Marco Maia e do então senador Vital do Rego nos crimes mencionados”, diz Janot. Os crimes atribuídos são de corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.

Janot pede inquérito contra senador Aécio Neves por fatos relacionados a Furnas

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB) pelos eventuais crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O pedido tem como base fatos novos trazidos na colaboração do também senador Delcídio do Amaral, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e relacionam-se ao caso de Furnas, empresa subsidiária da Eletrobras. O pedido foi feito por meio de Pet nº 6015/DF e enviado ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na Corte.

O doleiro Alberto Youssef, em aditamento de sua colaboração, também homologada pelo STF, apontou que o PSDB possuía influência em uma diretoria de Furnas, juntamente com o Partido Progressista (PP), por meio de José Janene, e havia pagamento de valores a empresas contratadas. Youssef apontou ainda que o senador teria recebido valores mensais, por intermédio de sua irmã, da empresa Bauruense, contratada por Furnas. Esses fatos haviam sido omitidos e, em 2015, por meio de Pet nº 5283/DF, houve arquivamento do caso. Com o novo pedido, a primeira petição seria desarquivada e tramitaria apensada com a Pet nº 6015.

O procurador-geral pede que, em 90 dias, seja feita a oitiva do senador Aécio Neves e de pessoas relacionadas ao caso Furnas, entre elas o ex-diretor de Engenharia Dimas Toledo. Janot solicita ainda que a Polícia Federal colete, entre o material já aprendido e produzido na Lava Jato, evidências que contribuam para o esclarecimento da apuração.

Dimas Toledo – Diante das novas informações trazidas por Delcídio, Janot pediu reavaliação do caso então arquivado. Delcídio relatou um diálogo entre ele e o ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, no qual mencionam Dimas Toledo. O ex-diretor seria o responsável por gerenciar uma espécie de “fundo” de valores ilícitos, que eram recursos disponibilizados a políticos para financiamento de campanhas. Toledo era administrador dos contratos de terceirização de Furnas, dos quais 80% eram do Grupo Bauruense, que, entre 2000 e 2006, recebeu R$ 826 milhões da empresa em contratos de prestação de serviços.

Fundação no exterior – O procurador-geral aponta que, durante a Operação Norbert, no Rio de Janeiro, documentos apreendidos na casa dos doleiros Christiane Puchmann e Norbert Muller revelaram que diversas pessoas criaram mecanismos de interposição de personalidade jurídica, com o objetivo de manter e ocultar valores no exterior, inclusiva na Suíça e no Principado de Liechtenstein, na Europa. A mãe de Aécio Neves, Inês Maria Neves Faria, seria a titular da Fundação Bogart and Taylor.

Delcídio também havia citado que haveria uma fundação no paraíso fiscal de Liechtenstein da qual Aécio Neves seria o beneficiário. “Referidas informações constituem um conjunto harmônico e apontam para a verossimilhança dos fatos descritos”, aponta Janot no pedido ao Supremo. O procurador-geral sustenta que os valores indevidos teriam sido entregues aos destinatários após processos de ocultação e dissimulação dos valores provenientes de crimes contra a Administração.

PGR pede ao STF novo inquérito contra Eduardo Cunha

O procurador-geral da República pediu, na última sexta-feira, 29 de abril, a abertura de um novo inquérito contra o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Eduardo Cunha, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O pedido tem como base a colaboração premiada do senador Delcídio do Amaral, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e é relacionado à Furnas, empresa subsidiária da Eletrobras. O pedido de abertura está na Pet nº 6015, que também pediu abertura de um inquérito contra o senador Aécio Neves, mas refere-se a caso diverso.

Em seus depoimentos, Delcídio do Amaral falou sobre a ligação da atual diretoria de Furnas a Cunha e a relação do deputado com o operador financeiro Lúcio Funaro. O pedido de abertura de inquérito aponta que Cunha foi o responsável por alterar a legislação do setor energético, em 2007 e 2008, para beneficiar seus interesses e de Funaro, com a relatoria de medidas provisórias (396/2007 e 450/2008) que favoreceram a empresa Serra da Carioca II, na época em que um indicado de Cunha, Luiz Paulo Conde, ocupava a presidência da subsidiária.

A atuação de Cunha, segundo a petição, permitiu que Furnas comprasse, em 2008, as ações da Serra da Carioca II, que era sócia da estatal, em um consórcio para construção da Usina Hidrelétrica Serra do Facão, em Goiás. “Realmente Eduardo Cunha atuou e tinha poder para que Furnas concedesse privilégios à empresa de Funaro”, sustentou Janot. Em auditoria, a CGU apurou vantagens para a empresa que não eram usualmente verificadas em negociações do mercado privado.

Segundo Janot, os fatos a serem apurados contra Eduardo Cunha são conexos aos fatos investigados nos inquéritos 3983 e 3989, este último que trata da organização criminosa. “Sabemos que a organização criminosa é complexa e que, tudo indica, operou mutos anos e por meio de variados esquemas estabelecidos dentro da Petrobras e da própria Câmara dos Deputados, entre outros órgãos públicos”, sustenta.

O pedido de abertura de inquérito lembra o pedido de afastamento de Cunha do seu mandato parlamentar e, como consequência, da presidência da Câmara, feito em dezembro de 2015 ao STF. Segundo Janot, Cunha vem utilizando de seu cargo para interesse próprio e fins ilícitos.

Moro pede que TRF negue Habeas Corpus a Argello e diz que ele pode ser responsável por outros crimes

O juiz federal Sérgio Moro da 13ª Vara Federal de Curitiba, enviou, nesta segunda-feira, ofício ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, manifestando-se contra o pedido de habeas corpus movido pelo ex-senador Gim Argello, preso na 28ª fase da Operação Lava Jato, com o argumento de que, mesmo não exercendo mandato no momento, o ex-senador teria poderes políticos para interferir na vida pública e atrapalhar as investigações.

“Não é aceitável que agentes políticos em relação aos quais existam graves indícios de envolvimento em crimes contra a Administração Pública e lavagem de dinheiro permaneçam na vida pública sem consequências. Por outro lado, evidentemente, a mero fato do paciente não ter sido eleito Senador da República em 2014 não lhe privou do poder político e econômico que lhe confere condições de interferir na vida pública”, escreveu o magistrado.

Moro ainda anexou à sua manifestação, os comprovantes dos bloqueios financeiros feitos em contas de Gim Argello e de suas empresas para justificar que a Justiça só conseguiu garantir, até agora, a recuperação de cerca de 1% dos R$ 5 milhões que teriam sido “o produto do crime”. A justiça conseguiu bloquear R$ 46.578 de uma conta de Argello e R$ 6.021, em uma conta de seu assessor Paulo Roxo, encontrando zeradas as demais contas bancárias às quais determinou bloqueio. “O bloqueio de ativos decretado por este Juízo a pedido do MPF para recuperá-lo teve resultados pífios, sugerindo o esvaziamento das contas do paciente e de suas empresas antes da efetivação da medida”, diz Moro, argumetnando que, em liberdade, Argello terá mais facilidade para ocultar outros patrimônios sobre os quais a Justiça vier a investir.

Moro ainda cita o depoimento do empresário José Antunes Sobrinho, dirigente da Engevix Engenharia, que declarou, que também foi extorquido por Argello para que pagasse R$ 5 milhões e fosse blindado de ser convocado para depor na CPI da Petrobras de 2014. No depoimento, Antunes Sobrinho diz que, além da UTC, cujo proprietário, Ricardo Pessoa, admitiu ter pago os R$ 5 milhões a Argello, Engevix, Andrade Gutierrez, Galvão Engenharia, Camargo Corrêa e Toyo Setal também foram procuradas pelo então senador com o proposta de pagamento de R$ 5 milhões para não serem “incomodadas” pela CPI. Ele disse, no entanto, que a Engevix decidiu não pagar a propina e não soube informar se outra empreiteira chegou a aceitar a proposta de Argello. “O depoimento, em princípio, reforça os pressupostos da preventiva e indica outros crimes praticados pelo ora paciente”, escreve Moro.

Idoso é filmado oferecendo suborno a policiais em Curitiba

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar Ambiental no fim de semana, por tentar subornar policiais, na região da Estrada do Ganchinho, em Curitiba.

Os policiais militares ambientais atendiam a uma ocorrência de despejo de aterro em área de Preservação Permanente, quando o avô do motorista do caminhão tentou o suborno.

O idoso foi filmado tentando dar R$ 500 aos policiais para livrar o neto da autuação. Os policiais pediram documentos de autorização para despejo de aterro e minutos depois o homem chegou para oferecer dinheiro aos policiais.

Um dos agentes foi até a viatura e voltou com a filmadora do celular ligada. O vídeo mostra o momento em que o homem oferece o dinheiro.

O idoso foi preso por corrupção ativa neto dele por causar dano em área de preservação permanente. Ambos foram apresentados à delegacia de proteção ao meio ambiente para registro do flagrante.

Por não terem passagem pela polícia, eles assinaram termo circunstanciado e foram liberados para responder aos processos em liberdade.