Paranaense de 16 anos é finalista em feira de ciências do Google

Narley Resende


O projeto de uma paranaense está entre os finalistas da Feira Internacional de Ciências do Google (Google Science Fair), no mês de setembro, nos Estados Unidos. A estudante Maria Vitória Valoto, de 16 anos, de Londrina, no norte do Paraná, vai competir com o projeto “Leite sem lactose para todos”.

Com o trabalho, a estudante pretende resolver um problema de pelo menos 70% da população brasileira que apresenta algum grau de resistência à lactose. A paranaense, que está no 2º ano do ensino médio, explica que criou uma cápsula com uma enzima que quebra a lactose do leite e permite que o produto seja consumido por pessoas que têm intolerância.

Maria Vitória esclarece que a cápsula é colocada diretamente no leite e os efeitos aparecem dentro de quatro ou cinco horas.

“Eu queria desenvolver essa nova alternativa para quem é intolerante à lactose, só que eu queria algo novo. Hoje em dia a gente tem muita coisa para quem é intolerante. Os pesquisadores da Unopar deram a sugestão de fazer algo na aplicação do leite. Que se comprasse o leite normal e aplicasse no leite. Depois da aplicação desse produto, o leite normal seria livre de lactose. Então, a cápsula faz isso. Você coloca a capsula no leite, a cápsula tem a ensima que o intolerante não tem, responsável pela queda da lactose. Essa enzima hidrolisa a lactose do leite e o intolerante consegue beber”, explica.

A ideia do projeto foi desenvolvida em conjunto com pesquisadores da universidade Unopar, de Londrina e teve o apoio de professores do colégio onde ela estuda.

Maria Vitória ainda explica que a cápsula pode ser reutilizada, fazendo com que o custo para o consumidor seja bem menor. O estudo apontou que em um ano a economia pode chegar a quase 700 reais.

“A maioria das alternativas são muito caras. Os leites sem lactose custam o dobro do leite normal. Na farmácia a alternativa custa de 4o a 80 reais. A cápsula facilitaria a compra, com aplicação mais prática e mais econômico e eficiente”, diz.

Entre os finalistas ainda estão projetos de pesquisa de combate à seca, prevenção do câncer e desenvolvimento da memória. A estudante disse que o nível dos trabalhos é bastante alto, mas acredita que vai ter um bom desempenho durante a apresentação.

Ela ainda ressaltou que o importante é mostrar que os brasileiros e, principalmente, os paranaenses têm capacidade de desenvolver uma ciência de qualidade.

“Vou expor o projeto, mostrar o que eu fiz. O nível dos projetos é muito grande. Mas quero mostrar, impactar que assistir a apresentação do meu projeto”, afirma.

Esta é a sexta edição da Google Science Fair, que é considerada a maior competição de ciência e tecnologia aberta para estudantes de 13 a 18 anos. Mais de mil trabalhos foram inscritos. Na última etapa, o projeto da Maria Vitória concorreu com outras 100 pesquisas.

A londrinense vai disputar o prêmio com outros 16 estudantes de todo o mundo. A premiação será divulgada em 29 de setembro. O melhor projeto vai receber uma bolsa de estudo de R$ 50 mil dólares.

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