Paulo Bernardo recebeu R$ 7 milhões em propina, aponta MPF

Andreza Rossini


O ex-ministro do Planejamento e de Comunicações, Paulo Bernardo, que atuou nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente afastada Dilma Rousseff, recebeu pelo menos R$ 7 milhões em propinas, referentes a contratos da empresa Consist Software, por serviços indiretos prestados ao Ministério do Planejamento, entre 2010 e 2015. Durante os cinco anos, o esquema teria gerado mais de R$ 100 milhões em propinas.

De acordo com as investigações, a empresa passava 70% do seu faturamento para funcionários do governo, entre eles, Paulo Bernardo, que ficava com 10% do valor.

O repasse para Paulo Bernardo era feito por meio de uma triangulação com auxílio de um escritório de advocacia. A Consist fazia contratos fictícios com o escritório, que ficava com 20% do valor repassado e destinava os 80% a Paulo Bernardo com pagamentos de processos eleitorais, alugueis e funcionários.

As informações são do Ministério Público Federal (MPF) divulgadas após as investigações da Operação Custo Brasil, da Polícia Federal, um desdobramento da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira (23). Paulo Bernardo foi preso nesta manhã e é um dos principais alvos da Operação. O operador das propinas arrecadadas com a empresa Consist, o ex-vereador Alexandre Romano (PT), confessou que havia propinas destinadas a Paulo Bernardo e ao ex-ministro da Previdência e Aviação Civil, Carlos Gabas, entre outros.

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Paulo Bernardo é transferido de avião para a Polícia Federal, em São Paulo, no início desta tarde (23).
Ouça a coletiva de imprensa na íntegra:

 

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