PF apreende 10 mil baterias e revela despejo de lixo tóxico na Fronteira

Narley Resende


A Polícia Federal em Foz do Iguaçu, Oeste do Paraná, deflagrou na manhã desta quarta-feira (21) a Operação Lixo Tóxico, no combate aos crimes de corrupção ativa, poluição ambiental, contrabando e associação criminosa. A operação que revelou contrabando de baterias e produtos químicos do Paraguai cumpre 20 mandados de busca e apreensão, quatro de condução coercitiva, além de mandados de intimação para prestar esclarecimentos.

Pelo menos 10 mil baterias, um revólver, diversos veículos, máquinas e equipamentos, além de determinada quantia em dinheiro, foram apreendidos.

Segundo investigações, algumas empresas de comércio automotivo importavam, do Paraguai, baterias usadas. A prática é proibida por lei, em razão da toxidade das substâncias que compõem interna e externamente as carcaças de baterias veiculares.

De acordo com a PF, sem autorização, algumas dessas empresas armazenavam as sucatas em local impróprio e de forma incorreta.

Um exame pericial revelou vazamentos de ácido-sulfúrico e de chumbo – substâncias cancerígenas – que teriam penetrado no solo, levando à contaminação do lençol freático, rios e da água consumida pela população que reside nas vizinhanças destes locais.

Suborno

Insatisfeitos com a forte fiscalização nesta fronteira, em especial da Guarda Municipal, alguns desses empresários tentaram, sem sucesso, subornar os servidores municipais, oferecendo dinheiro em troca da omissão no serviço.

Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal de Foz do Iguaçu. As penas máximas previstas variam de 3 a 12 anos de reclusão (prisão) para cada um dos crimes mencionados.




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