PF deflagra três operações nesta quinta-feira

Mariana Ohde


A Polícia Federal (PF) deflagrou três operações na manhã desta quinta-feira (29), todas com alvos no estado de Goiás.

A Operação Inkjet II combate a falsificação de moeda nacional e tem dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão e dois de condução coercitiva nas cidades de Porto Alegre, Osório (RS) e Guapó (GO). A estimativa é que cerca de 100 mil reais eram fabricados por mês e distribuídos para todo o Brasil. Diversas correspondências com cédulas falsas enviadas a partir de Porto Alegre foram retidas. As investigações da PF levaram a identificação do suspeito, responsável pela produção das notas, que já havia sido preso pela PF em 2010 na Operação Inkjet e condenado pela Justiça Federal por falsificação de moeda.

Já a Operação Saqueador investiga a lavagem de R$ 370 milhões. A operação mira a Delta Construções, do empresário Fernando Cavendish, e o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, além de Adir Assad. São cinco mandados no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Goiás.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), entre os denunciados estão executivos, diretores, tesoureiros e conselheiros da empreiteira Delta, além de proprietários e contadores de empresas fantasmas, criadas por Carlinhos Cachoeira, Adir Assad e Marcelo Abbud. O MPF levantou que, entre 2007 e 2012, quase todo o faturamento da construtora era proveniente de contratos públicos. Os operadores criaram 18 empresas de fachada para lavar o dinheiro em contratos fictícios e sacavam o os valores em espécie para o pagamento de propina a agentes públicos. Segundo os procuradores, houve aumentos no número de transferências em anos de eleições.

E a Operação Tabela Periódica, um desdobramento da Operação Lava Jato, investiga fraudes na licitação e pagamento de propina a ex-­servidores da Valec referentes às obras de ferrovias federais. A operação é conduzida pela PF de Goiás. Os investigadores identificaram a participação de pelo menos 16 empresas num cartel que atuou na construção das ferrovias Norte­-Sul e Integração Leste-­Oeste, no período entre 2000 e 2010.

No Paraná, são cumpridos três mandados de condução coercitiva, quando o investigado é levado à depor por força policial, e três de busca e apreensão. A ação é baseada em provas colhidas no acordo de leniência da empreiteira Camargo Corrêa com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em desdobramento das investigações da Lava Jato e nova etapa da Operação “O Recebedor”.

No total, são 44 mandados de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva em Goiás e em mais oito Estados. Um procurador da República, cerca de 200 policiais federais, 26 peritos criminais federais e 52 agentes do Cade participam da operação.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal