PF tem até sábado para apresentar documentos apreendidos na Operação Carne Fraca

Narley Resende


O juiz Marcos Josegrey da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, deu prazo de dois dias para que a Polícia Federal inclua no processo todos os documentos apreendidos da Operação Carne Fraca, que investiga irregularidades na venda, armazenamento e fiscalização e adulteração de carnes em 21 frigoríficos.

Em despacho publicado nessa quinta-fira (23) no sistema da Justiça Federal, o juiz ressalta que a polícia cumpriu a determinação de informar quais medidas foram efetivadas na operação, mas que ainda há documentos faltantes.

Entre os 11 presos temporariamente, três tiveram o prazo estendido por mais cinco dias na última terça-feira. As prisões de Rafael Nojiri Gonçalves, Antônio Garcez da Luz e Brandízio Dario Júnior vencem neste sábado (25).

A polícia pediu mais prazo para poder concluir a tomada de depoimento deles, além de consolidação de provas. Outros oito presos temporários foram liberados entre terça (21) e quarta-feira (22). Todos os investigados liberados foram proibidos devem manter distância do Ministério da Agricultura.

Outros presos 25 investigados estão presos preventivamente. Eles não têm prazo para deixar a prisão. O empresário Nilson Alves Ribeiro, que mora na Itália, é considerado foragido e foi incluído na lista vermelha da Polícia Internacional desde a última terça-feira.

O filho dele, Nilson Umberto Sacchelli Ribeiro, se entregou no mesmo dia, em Foz do Iguaçu. Ele é suspeito de pagar R$ 350 mil em propina para fiscais do Ministério da Agricultura do Paraná, em troca de uma licença para abate de carne de cavalo no frigorífico Oregon.

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