Plataforma P-76 da Petrobras deve ser entregue no segundo semestre de 2017

Thiago Machado, Metro Jornal Curitiba Terminou no final de novembro a fase de içamento de módulos na plataforma P-76, qu..

Narley Resende - 05 de dezembro de 2016, 08:59

Thiago Machado, Metro Jornal Curitiba 

Terminou no final de novembro a fase de içamento de módulos na plataforma P-76, que será entregue para a Petrobras no segundo semestre de 2017. Do total de 20 módulos 15 foram feitos no Paraná.

Segundo o diretor comercial da Techint E&C, Luis Guilherme de Sá, esta produção comprova a competitividade local. “A unidade é hoje uma das poucas plenamente capacitadas no Brasil para atender projetos de construção e montagem offshore (fora da costa)”, diz.

O contrato da Petrobras com a Techint foi assinado em abril de 2013. Ao um custo previsto na licitação em US$ 889 milhões, a P-76 deve se tornar a terceira unidade do tipo a extrair petróleo do pré-sal, neste caso na bacia de Santos.

Segundo o diretor, só para atender a demanda do pré-sal já foram feitos investimentos de R$ 300 milhões no Paraná. “Em meio a um cenário de recessão e desemprego, o município de Pontal do Paraná fechou o ano de 2015 como campeão no saldo de vagas de emprego no Estado do Paraná e como 2º colocado no país. Um aumento de 288% no saldo de vagas em relação a 2014”, destaca.

Em 2013, no entanto, a empresa teve que demitir quase 100% do seu pessoal no Paraná. A Techint construía duas plataformas para a OSX, de Eike Batista, mas a empresa foi à falência e acabou cancelando os contratos.

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A nova preocupação em Pontal são as mudanças na política de conteúdo local. A construção da P-76 foi feita seguindo as diretrizes do governo anterior, mas agora a Petrobras vem modificando a política gradualmente.

Enquanto na P-76 as contratações de equipamentos e serviços nacionais variaram de 65% a 71%, este índice já caiu para 55%, em uma licita- ção aberta em outubro para a construção de uma plataforma para o campo de Libra.

“A continuidade ou aumento na geração de emprego (em Pontal) dependerá muito de como será revista a política de conteúdo local brasileira”, diz Luis Guilherme. “Acreditamos que a política pode ser aperfeiçoada, visando uma maior competitividade das empresas brasileiras, porém o potencial da indústria nacional não pode ser desperdiçado. Hoje temos empresas nacionais plenamente capacitadas para atender às demandas e estas empresas geram renda e emprego para a população local”, defende.

Mesmo assim ele faz elogios à nova gestão da Petrobras. “É extremamente competente e sem dúvidas conseguirá recuperar a empresa. Em breve veremos a empresa menos endividada e pronta para ajudar o Brasil a crescer novamente”, aposta.