Policiais que se negaram a atacar professores denunciam perseguição

Os policiais que se recusaram a atacar os professores no confronto do Centro Cívico, na semana passada, teriam sido afas..

Redação - 22 de abril de 2016, 11:03

Os policiais que se recusaram a atacar os professores no confronto do Centro Cívico, na semana passada, teriam sido afastados por cerca de 1 ano. Dos servidores punidos, 40 seriam do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e 27 do Batalhão de Choque. No dia do confronto,  o Paraná Portal já havia antecipado a retaliação aos militares. Mas a SESP e a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar haviam negado qualquer tipo de punição aos policiais.

Fontes militares que conversaram com a equipe do Paraná Portal, mas não querem se identificar por medo de represália, afirmam que o ex-comandante da Polícia Militar, Cesar Kogut, que entregou o cargo nesta quinta-feira, teria sido o primeiro a determinar que os policiais, agora punidos, não atacassem os manifestantes. As fontes também revelam que na quinta-feira (30), dia seguinte ao histórico enfrentamento, os policiais que não quiseram agir com violência tiveram 24 horas de punição no batalhão. Entre as atividades humilhantes estaria a de limpar o chão com escova de dente, por ordem direta do agora ex-secretário Fernando Francischini. Um dos policiais afastados denuncia que “o grupo foi humilhado” e que o ex-secretário chegou a afirmar que “não queria na corporação os que estavam contra ele”.

O Paraná Portal entrou em contato com a SESP e aguarda resposta. A assessoria de imprensa da PM voltou a negar os afastamentos.