Presos temporários da Operação Carne Fraca deixam carceragem da PF

Fernando Garcel


Oito dos onze presos temporários da Operação Carne Fraca, liberados pelo juiz Marcos Josegrei da Silva, deixam a sede da Polícia Federal (PF), em Curitiba, nesta quarta-feira (22).

No despacho o juiz afirma que o Ministério Público Federal (MPF) pediu a manutenção da prisão de apenas um dos suspeitos, Rafael Nojiri Gonçalves, porque ele ainda não foi ouvido pelos policiais.

O magistrado decidiu manter a prisão temporária de outros dois investigados, suspeitos de participar do esquema de pagamento de propina para fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Os oito investigados que foram liberados estão proibidos de exercerem as funções ou entrar em qualquer unidade do Ministério.

A queda é reflexo direto da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que revelou um esquema criminoso envolvendo empresários do agronegócio e fiscais agropecuários que facilitavam a emissão de certificados sanitários, em alguns casos até para alimentos inadequados para o consumo humano.

O escândalo colocou sob suspeita 21 frigoríficos em todo o país, entre eles algumas das maiores empesas do setor de alimentos, como JBS, BRF e Peccin.

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