Professor que elaborou prova polêmica será processado pelo governo

A Secretaria Estadual de Educação do Paraná informa que vai tomar providências junto ao núcleo jurídico, com relação a a..

Redação - 23 de janeiro de 2016, 19:23

A Secretaria Estadual de Educação do Paraná informa que vai tomar providências junto ao núcleo jurídico, com relação a avaliação aplicada a alunos do Colégio Ayrton Senna da Silva, em Almirante Tamandaré – Região Metropolitana de Curitiba. Na prova, há questões como “Por que Beto Richa é contra a sociedade?” e “Por que aconteceu o massacre dos educadores?”.

Outras perguntas se referem ao dia 29 de abril e também tratam da mudança na ParanaPrevidência. Ao todo, são dez questões, formuladas pelos professores de História Jorge de Queiroz e Edina Macionk. Jorge leciona há 13 anos e defende que tem liberdade de expressão em sala de aula para formar consciência política.

Em caso de ação jurídica contra os educadores que aplicaram a prova, a APP Sindicato garante que dará apoio legal aos professores. Para o presidente Hermes Leão, não houve ataque pessoal nas questões da prova de História.

Especialistas apontam que o professor não deve induzir os alunos com afirmações como as aplicadas na prova do Colégio Ayrton Senna. Deve apenas apresentar os fatos e deixar que o estudante chegue à própria conclusão. Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Educação afirma que tem recebido informações a respeito de aulas com caráter doutrinário e político, além de ter conhecimento de professores que estão “insuflando crianças e adolescentes contra o governo do Estado”.

A pasta pede ainda que pais ou responsáveis denunciem os comportamentos ou atividades consideradas indevidas, pelo telefone 0800-419192

(Informações do repórter Ricardo Pereira, na BandNews Fm Curitiba)