Profissionais se apegam à saúde após superação como pacientes

Conheça as histórias da técnica de enfermagem Bruna Heloise Gasparin, de 26 anos, e do médico intensivista Jarbas da Silva Motta Júnior.

Redação - 02 de julho de 2022, 11:00

(Foto: Ilustração/Pixabay)
(Foto: Ilustração/Pixabay)

Profissionais se apegaram à área da saúde após superar desafios como pacientes. É o caso da técnica de enfermagem Bruna Heloise Gasparin, de 26 anos, e do médico intensivista Jarbas da Silva Motta Júnior, de 69. Conheça na sequência a história deles.

Bruna descobriu um tumor cerebral e ficou hospitalizada no Hospital Universitário Cajuru, de Curitiba. Lá, encontrou de encontrar seu novo propósito: cuidar de pessoas.

"Depois da cirurgia e de observar os cuidados dos profissionais da saúde comigo, eu soube qual caminho profissional queria percorrer", conta.

A nova história de vida começou a ser escrita após muitos anos de luta contra dores fortes na cabeça. No final de 2018, por exemplo, o sofrimento se tornou tão insuportável que ela recebeu a prescrição de medicamentos anticonvulsivante e antipsicótico.

Mas foi só em maio de 2019 que o diagnóstico correto veio. Bruna tinha um tumor de quatro centímetros em cima de um nervo do cérebro, e começava ali a corrida para realizar a cirurgia o quanto antes.

"Lembro até hoje do telefone tocando na UTI e eles chamando meu nome para o centro cirúrgico", conta, emocionada. "Essa é a maior vitória da minha vida. Até hoje não acredito no que passei e, com mérito, porque não tenho nenhuma sequela".

PROFISSIONAIS DA LINHA DE FRENTE NO COMBATE À COVID-19

Desde o início da pandemia, profissionais da saúde ficaram na linha de frente no combate à Covid-19. Eles desempenham papel fundamental na assistência aos pacientes com a doença. É o caso do intensivista Jarbas da Silva Motta Junior, primeiro médico a atender um caso grave da doença em Curitiba.

Alguns meses depois, viu seu pai se tornar paciente da instituição onde trabalha, no Hospital Marcelino Champagnat. Foi quando precisou desempenhar outro papel. "Assim que o meu pai chegou ao hospital, olhei para a equipe e disse que a partir daquele momento, eu era apenas filho", explica.

A alta foi dada após 37 dias. “Nunca acreditei em Deus, mas agora sei que Deus é o amor que sentimos”, afirmou ele. Já o médico entendeu como é estar do outro lado enquanto observava o trabalho dos colegas. "Muitas vezes, a gente atua no automático, tudo para salvar a vida do paciente, esquecendo da família que está aflita lá fora. Mas tudo fica como um grande aprendizado”, finaliza.