No “Puta Day”, prostitutas lançam campanha contra o preconceito e pedem reconhecimento da profissão

Andreza Rossini


Por Francielly Azevedo com Andreza Rossini

O Dia Internacional das Prostitutas é celebrado nesta sexta-feira (2). A data busca a conscientização sobre a discriminação, as condições precárias de vida e de trabalho e a exploração das prostitutas. O Grupo Liberdade de Curitiba (GLC) – Direitos humanos da mulher Prostituída de Curitiba iniciou uma campanha pelo reconhecimento da profissão.

O movimento, batizado de “Puta Day”, é celebrado em vários países do mundo. No Paraná, o GLC lançou um vídeo que, de acordo com a presidente do grupo, Carmem Costa, tem objetivo de quebrar o estigma que existe com a ocupação. “Independente de não sermos reconhecidas legalmente enquanto profissão, estamos lutando contra o preconceito, discriminação e o estigma. Mostrar para a sociedade que estamos aqui, que estamos lutando e temos orgulho da nossa profissão”, ressalta.

Carmem explica que a violência, o tráfico de pessoas e o falso moralismo da sociedade são alguns dos problemas enfrentados. “Queremos que as pessoas conheçam nosso trabalho e não marginalizem, mas sim respeitem nosso trabalho pela legalização”

A presidente do grupo afirma que a falta de leis que amparem as prostitutas contribui para que o cenário não mude. “Nós temos grandes avanços como projetos de lei, mas nada aprovado ainda. Existe a esperança que sejam aprovados”, diz.

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A data

A origem do Dia Internacional da Prostituta está no dia 2 de junho de 1975, quando mais de 150 profissionais liberais ocuparam a Igreja Saint-Nizier, em Lyon, na França, para protestar contra a discriminação e a violência por parte do estado. As manifestações seguiram até o dia 10 de junho, apesar do apoio da população, a ocupação terminou após uma violenta expulsão pela polícia.

A data é celebrada anualmente há mais de quatro décadas.

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