Remédio da Pfizer reduz em 37% risco de morte por Covid-19

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa, vinculado ao Hospital Israelita Albert Einstein, r..

Mônica Bergamo - Folhapress - 16 de junho de 2021, 20:29

RIO DE JANEIRO, RJ, 03.03.2021 - VACINA-CORONAVÍRUS - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta terça-feira, 2, que o pretende comprar 20 milhões de doses da vacina da Pfizer e 20 milhões de doses da russa Sputnik V. A gestão paulista pretende usar os dois imunizantes, junto da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, no programa de imunização contra a Covid-19. Na imagem ilustrativa, ampola de vacina Pfizer e seringa com logomarca em tela de fundo. (Foto: Kevin David/A7 Press/Folhapress)
RIO DE JANEIRO, RJ, 03.03.2021 - VACINA-CORONAVÍRUS - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta terça-feira, 2, que o pretende comprar 20 milhões de doses da vacina da Pfizer e 20 milhões de doses da russa Sputnik V. A gestão paulista pretende usar os dois imunizantes, junto da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, no programa de imunização contra a Covid-19. Na imagem ilustrativa, ampola de vacina Pfizer e seringa com logomarca em tela de fundo. (Foto: Kevin David/A7 Press/Folhapress)

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa, vinculado ao Hospital Israelita Albert Einstein, revela que a administração do medicamento ​tofacitinibe reduz em 37% o risco de morte e de falência respiratória em pacientes hospitalizados por causa da Covid-19.

Comercializado como Xeljanz, o medicamento atualmente é indicado para o tratamento de artrite reumatoide, artrite psoriásica e retocolite ulcerativa.

O estudo desenvolvido pelo Einstein em parceria com a Pfizer, farmacêutica que produz o tofacitinibe, foi realizado em um grupo de 289 pacientes adultos internados em 15 centros de tratamento espalhados por todo o país.

Os resultados demonstraram menor incidência de óbitos ou falência respiratória por causa do novo coronavírus entre pacientes que receberam o fármaco (18.1%) em comparação aos que receberam o placebo (29.0%). A pesquisa observou os participantes pelo período de 28 dias e administrou o tofacitinibe por via oral.

Considerado padrão-ouro (randomizado, duplo-cego e com grupo controle), o estudo foi publicado nesta quarta-feira (16) na revista médica The New England Journal of Medicine, uma das mais prestigiadas internacionalmente. Ele foi realizado no Brasil pela Academic Research Organization (ARO) do Einstein, em parceria com a Pfizer global.

O médico e coordenador do estudo, Otavio Berwanger, afirma que o tofacitinibe foi administrado no segundo estágio da evolução da Covid-19. Ele sucede a manifestação dos primeiros sintomas e ocorre quando o sistema imunológico começa a produzir uma resposta inflamatória exacerbada -é neste ponto em que órgãos como o pulmão e os rins são lesionados.

"O sistema imune é ativado ao entrar em contato com o vírus. Só que, em alguns pacientes, essa ativação vai além da conta. É aí que a gente tem uma 'tempestade inflamatória'", explica Berwanger. "O tofacitinibe age modulando o seu sistema imunológico para prevenir que você faça essa tempestade. Se usado no momento apropriado, ele evita a lesão do pulmão, mas principalmente a falência respiratória diferente. É muito bem-vindo que outros grupos façam esses testes", segue.

O Xeljanz é considerado um medicamento de alto custo e é disponibilizado pelo SUS. A Pfizer não abre valores, mas ele pode ser encontrado em farmácias por preços superiores a R$ 5 mil.

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